7 de abril de 2009

TEMPO DE MORRER

Não existem Velhos Tempos.
Os Tempos que foram nossos são mortos, Tempos Mortos.
Não tiveram tempo de envelhecer, nem chance.
No melhor da sua juventude, adoeceram, definharam.
Até seus derradeiros dias, agonizantes, uma parada cardíaca.

Meu coração parou.

Parou para você tudo o que me lembra é morte, é morto.
Sobrou apenas uma herança, alguns bons amigos...
E a lembrança do que se foi e não volta.
Coisas de morto...

Sinto agora o doce cheiro do cemitério onde te enterrei,
Tem um ar leve, feliz

Vim rezar por você.

Vou rezar para você não morrer de novo, para ninguém.
Para que seja feliz e seja mais, e seja.

O que não foi pra mim...

E que morreu.


Eu sei que te decepcionei, meu amor...
Sei que não sou bom o suficiente pra você.
E vou morrer a cada dia mais um pouco
Até sumir dissolvido na minha dor
De amar você e não ser um décimo
Da poeira debaixo dos teus pés.

texto: fura bolo

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