12 de setembro de 2009

A VONTADE DE VOLTAR AO COMEÇO.

A ferro e a fogo a marca ficou.

Esta foi e sempre será minha infância.

Todo caminho em sua vida tem ida e volta. Vários são os amores que construímos.

Amor pela radiola três em um; do baú da vovó; das ombreiras da mamãe, mas também pela melhor amiga do colégio (antigo GRUPO), das viagens feitas nos EXPRESSOS (ônibus) ou até mesmo da vizinha gostosona que vive em nossas mentes e nos nossos banheiros.

O coração não para de bater nem mesmo nos momentos de tristezas.

"o campeão se mostra na derrota" já diz o cantor.
Meu quarto é frio, meu lençol é quente e queima quando me lembro dos braços de minha mamãe ao me colocar para dormir.

Criamos forças não sabemos de onde quando cansamos de bater na ponta da faca.

Cada um constrói da sua forma uma história. Somos o que fomos.
E a minha história é esta onde sou o que quero.
Quando quero sair procuro a única porta. O que fazemos só vemos depois. Hoje vejo além das minhas atitudes de juvenil que fui.
Jovem o bastante para não entender que morremos pelo o que fazemos e não fazemos.
Então o que fazer nestas horas de incertezas?

No atual momento gostaria de voltar a esperar um emigrante papai nordestino que viajou para dar melhores condições de vida à sua família. Quando anunciado sua volta, a empolgação me fazia tremer as pernas só em pensar o que desta vez iria ganhar de presente: uma camisa do S. E. PALMEIRAS; um short paulista de MOLETON ou apenas um chocolate?

Não tinha professora que poderia impedir de reviver tamanha alegria de amar que me ama.

Quem diz que já era não foi e nem será. Sabendo disso jamais quero esquecer o meu começo. Quero sim voltar a ter bons sonhos das histórias de moleque.

Um dia ainda vou reviver este começo e não quero apagar os meus amores de uma cidadezinha pacata. De brincadeiras do esconde-esconde, da bandeira, das apostas de carteira de cigarro como se fossem muito dinheiro, das castanhas, petecas (bolas de gude).

Quem já não foi dormir apenas lavando os pés não é feliz.
Quem já não foi dormir sem levar uma pela de uma taca - pisa - da mamãe ou do papai não pode dizer que viveu tudo na sua juventude.

Minha vontade é essa. A de lembrar sempre como é bom ter irmãos, colegas, amigos, país bem diferentes do normal.
Vou continuar a caminhar e quando me verem parado podem ter certeza que estarei olhando para trás para ver se aprendo mais um pouco de como devemos ser adultos com as crianças.
Um dia volto a ser como era no começo.

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