22 de julho de 2010

Esperantina dos Incivilizados.

Quanto mais distante dos grandes centros urbanos mais pobreza existe nas mentes dos humanos.
Marginalizados brasileiros já somos deste nosso nascimento.

Sujeira não é sinônimo de pobreza. Pequenas cidades não são provas vidas de pessoas sem cultura e sem civilização. Pelo menos não é para ser.

Até pouco tempo atrás, nas mais remotas pequeninas cidades do interior do Brasil, era possível ouvir os sons oriundos apenas da mãe natureza. Uma tranquilidade só. Poderíamos andar quilômetros e quilômetros de distancia e não encontrávamos sujeiras espalhadas pelas calçadas, ruas e avenidas.

Os tempos passaram, as pequenas cidades tiveram mais acesso, entre aspas, à educação. A partir  daí surgiram também os tãos poderosos da sabedoria a ponto de se acharem educados bastante para SUJAR e fazer BARULHO.

Não existe mais cidade pacata.
Como disse Alexandre Garcia "Cidade silenciosa é uma cidade civilizada". Exemplo disso são as grandes cidade do mundo que tem leis específicas para banir barulhos.

Na cidade de Tóquio só podem ter cachorros se o animal não latir.

Em Esperantina só podem ter carro se tiver um grande aparelho de som. Seja para atrair as gatinhas, ser o maioral entre os amigos ou para dar dinheiro desnecessário para os Otorrinos.

Incomodam em sala de aula, na casa de Deus, nos Hospitais, seja em qualquer lugar sempre tem um barulho incomodando a nossa paciência. Demonstração que temos inculturados, insensíveis, verdadeiros porcos.
É um verdadeiro infernal viver ouvido barulho recheados de plástico de bombons pelas calçadas, jogadas pelo vidro do carro, de cima da bike ou mesmo quando está fazendo uma caminhada. Mesmo tendo um lixeiro a poucos metros alguns imbecis esperantinenses preferem jogar o tal lixo ali mesmo no chão. Quanta ignorância.

À noite, quando coloca a cabeça no travesseiro mesmo no quarto silencioso, ainda dar para ouvir aquele zumbido, consequência das agressões humanas quanto à falta de leis, governança e de CIVILIZAÇÃO.

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