10 de novembro de 2012

E o dinheiro dos porfessores voou


Coisa de cidade pequena onde a população aceita tudo calado e quando fala é pelos cantos. O dinheiro voou.
O dinheiro voou, não se sabe para onde. A única certeza é que saiu dos cofres públicos (nosso próprio bolso).

Depois de uma milionária eleição é de praxe o dinheiro desaparecer quando o gestor perde tal disputa. Isso acontece nas eleições de cidades pequenas e médias de nosso Brasil Baronil e não só na nossa. Não é defendendo o gestor atual. Longe de mim isso.
O dinheiro, mesmo que reduzido, não deixa de ser depositado nas contas das prefeituras pelo Governo Federal todo dia 10, 20 e 30 de cada mês. O problema é que o dinheiro da Educação é investido nas despesas da saúde, o dinheiro da saúde é colocado para cobrir gastos das obras, dinheiro das obras flui para o turismo, etc, etc, etc, e o dinheiro de todas as pastas sobem ao palanque no fechar da noite até o amanhecer do dia.
Milhões e mais milhões desaparece como truque de mágica e tudo isso acontece em todos os governos, partidos. Não me venham com a história de que atos vergonhosos como estes só acontecem no partido tal, de fulano de tal.
Esperamos que nos novos governos que virão não se repitam desaparecimentos de verbas públicas, apesar de que é bem provável.
Enquanto isso os bobos professores, que muitas das vezes são tratados como palhaços, se rebolam para pagar suas dívidas com altos juros que fazem a especulação de puxa sacos aumentar em troca de favores que muitas das vezes são apenas obrigações de quem está no poder.

Cazuza um dia falou: "meus inimigos estão no poder".

Como não tenho poder para fazer aparecer dinheiro do nada, o melhor é continuar a trabalhar, apesar de que se eu estivesse nessa situação defenderia cruzar os braços bem na porta da escola mais próxima como forma de reivindicação pelos meus rendimentos mensais (direito que gestor passagero nenhum pode tirar ou fazer desaparecer muito dar asas a ele).


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