15 de julho de 2013

O Medo de perder as eleições.

Foto: portalesp.com
Muitos articulistas eleitorais fazem de tudo para não perder uma eleição. Vendem até a própria alma se for preciso.
O medo faz muitos políticos perderem a pouca vergonha que tens em seus rostos bem cuidados com a estética da vida pública. Este mesmo medo lhes obriga a descer do carro, do avião, a abraçar quem não conhece, a trocar umas piadas. Forçam a serem amigos, conterrâneos. O medo lhes assombram os sonhos de viverem como mais um na plateia da vida partidária.
O medo faz fugir ou voltar à sua terra natal.
O medo da cede, da fome. O medo de morrer, isso faz parte de quem gosta ou não de trabalhar.
Há quem diga que é o medo que faz-nos continuar a viver, lutar, sonhar.

O medo faz prometer autoescola grátis para uma cidade de quase 40 mil pessoas. O medo faz falar que um Rodoanel é mais importante que apenas semáforos em vias cheias de buracos e sem nenhuma sinalização (vertical ou horizontal). O medo faz reunir a imprensa local para apoiar suas 'mirabolantes' ideias de início de ano eleitoral.
O medo de ter medo. Viver pobre (para muitos o maior de todos os medos) mesmo que seja depois de tantos medos vividos à custa de medos da pobreza extrema de uma gente medrosa por falta de recursos corajosos alicerçados em um sistema chamado de educação.

Medo de ir à Lagoa e morrer afogado como esta imagem nos afirma. Não seria bom morrer à praia (neste caso à Lagoa depois de muitas nadadas dentro da política piauiense). Medo até mesmo de pedir para alguém dar o nó adequado no colete.
 
Medo de não ganhar um filtro, um emprego, um colchão, uma dentadura, de desobedecer aos 'omens' da Lei, do dinheiro, do poder. Medo. Medo do sistema que nos rege onde quem manda sempre deve continuar a mandar como se isso não pudesse mudar.

Medo, você têm ou você deve ter?
 
"Sou o que penso, para vocês, sou o que eu transmito".

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