24 de outubro de 2013

Mais deputados, menos representatividade.

Foto - Acertodecontas.
A discussão é grande quanto ao aumento ou diminuição de parlamentares nas Câmaras Federais e Estaduais de nosso país.
Deste 2010 o TSE vem analisando dados do IBGE quanto ao número de pessoas em cada estado da federação. Dessa forma a proporcionalidade de representação nas Câmaras deve ser reajustada. Isso diz a Lei. Dessa forma o Estado do Amazonas entrou na Justiça para esta adequação, vamos dizer assim. Sendo dessa forma, esta ação judicial abre precedentes para outros estados reivindicarem o mesmo direito. O Estado do Pará é um deles.
Muitos deputados estão preocupados com esta discussão. A decisão do TSE em diminuir, proporcionalmente, os deputados de alguns estados e consequentemente aumentarem de outros foi derrubada pelo Senado Federal ontem (23/10). Agora a discussão será na casa dos deputados federais (Câmara). Acho que já sei do resultado não é mesmo Marllos Sampaio?

Certos estudiosos defendem o aumento de parlamentares como forma de uma representação maior de um povo tão sofrido. Ao tempo que defendem o aumento de representantes, defendem a diminuição de gastos com os mesmo. Não veja que isso jamais irá acontecer em nosso país? Conversa fiada. Ainda tem a ousadia de compararem com outros países como Portugal, Itália, França, Espanha, etc, onde nestes países tem uma população menor e mesmo assim tem uma representação maior comparado com a proporcionalidade. Ex: em Portugal tem 11 milhões de pessoas e 230 parlamentares. 

Em contrapartida outros bem atentos e mais esclarecidos estudiosos defendem tanto a diminuição de parlamentares como também de gastos com os mesmos.
Dizem: "já pensaram quantos deputados teriam China e Índia? Estes dois países têm um enorme" população. Continuam: "o estado do Acre deve ter 1 governador e o estado de São Paulo deve ter 3 devido a grande diferença populacional?"

Quero dizer que sou contra a permanência de 30 deputados estaduais e 10 federais no meu estado do Piauí. São muitos para poucas coisas que fazem. Números não significam representatividade. Um exemplo é em Esperantina. Poucas são as cidades piauienses que tem dois deputados (1 federal e 1 estadual) como a nossa. E o que fazem por nossa gente? Fazem apenas para si. O deputado estadual daqui quando não tem um gestor municipal de seu lado político não faz porcaria nenhuma por nós. Podemos chamar isso de representatividade? Acho que não.

Fazendo uma análise sobre que defende a permanência da quantidade de deputados hoje existente acima citado digo que comparar com Portugal não é válido pelo motivo de que nosso sistema Político e social foi influenciado por eles.
O que me dizem sobre o sistema político da Suécia? Quantos deputados lá existem? E mais, quanto ganha para representar o povo de seu país?
Aqui no Brasil os deputados não querem representar uma população, querem apenas ter um 'emprego' com muitas regalias e nada mais. Qual político diz ser representante do povo ganhando o que um professor ganha? Duvido se aparece 'um' para fazer um trabalho como um deputado sueco faz e da forma que fazem. Duvido que algum homem ou mulher concorra uma eleição para deputado sabendo que irá ganhar 50% a menos do que um deputado ganha hoje.

Os deputados de nossa cidade estão muitos preocupados com esta questão. Será por que meu povo? Fica a pergunta.

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

Nenhum comentário:

Postar um comentário