22 de outubro de 2013

Médico pode, professor não?

Não entendo e, além disso, fico irritado com tamanhos absurdos.
Professor não pode acumular mais de 60 horas semanal de trabalho. A Lei diz isso. O médico também não.
Professor de 40 horas semanais ganha um pouco mais de R$ 1.450,00. O médico, na minha concepção, ganha o dobro.
O mesmo professor de 40 horas deve dar no mínimo 26 aulas semanais. Caso o professor chegue 15 minutos depois do horário já pega falta pelo não comparecimento às suas obrigações.
O médico com a mesma obrigação de 40 horas só trabalha, refiro à alguns, dois, no máximo três dias na semana. Invés de trabalhar manhã e tarde, de 7:00 às 11:00 e de 13:00 às 17:00 hs trabalham bem menos do que isso. E o salário continua o mesmo. Falta no caderno de ponto que é bom para os faltosos, nada.
Lá estando eu à espera de um médico, a partir das 13:00 hs somente depois de 60 minutos chega o todo poderoso sem dar um 'boa tarde' para ninguém e ainda vem com desculpa de que estava em seu trabalho particular. O horário de atendimento, exposto no mural do 'postinho de saúde', dizia que era das 13:00 hs às 19:00 hs. O médico ficou das 14:00 hs às 17:00 hs. Agora pergunto: será descontado do salário do médico por não prestar o devido atendimento médico ao povo que necessita de seus conhecimentos?

Para falar a verdade: acho que não.

País onde dar mais valou ao médico a professor não tem como de desenvolver. Os valores estão trocados. Não que um médico não seja importante. Claro que é. Cada profissão tem seu valor e sua seriedade dentro de um projeto de crescimento aliado ao desenvolvimento de uma sociedade. Agora dizer que a classe de professor só é mais uma, já é absurdo.
Por estas e outras administrações que fecham os olhos para esse descaso estrutural, funcional, administrativo é que o Brasil a cada dia fica mais doente. Tudo já está impregnado na municipalidade brasileira.
Só quem perde é o mais fraco, o mais doente. Mesmo assim devemos chamar-los de DR.

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

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