3 de janeiro de 2014

Oh meu Sertão sertanejo!

Foto: vagalume.com
É hora de recomeçar. Colocarei minhas 'alpargatas' ou mesmo minhas 'japonesas' para ir caminhando rumo a mais um fim de ano. Em minha frente, como guia, estará meu cachorro que agora se chama 'tubarão' invés de Bilú. No cangote suportarei a imagem de Santo Expedito e na cintura uma cuia para aliviar o calor desse sertão de meu Deus.  

Como é interessante sentimos que no Nordeste a maneira de falar é característica de um povo sofredor que veja nos fenômenos naturais, religiosos e até mesmo nas partes do corpo humano uma forma de se expressar sua dor ou sua alegria.

Eis que:
Ajoelhou tem que rezar;
Filho excomungado;
Deus escreve certo por linhas tortas;
Deus ajuda quem cedo madruga;
É um Deus me acuda;
Joelhos de mãe faz milagres;
Cutucar o cão com vara curta;
Onde o diabo perdeu as botas;
Esse defunto está querendo reza;
Comeu o pão que o diabo amassou;
Um bafafá dos infernos;
Valha-me Deus;
Valha minha Nossa Senhora;
Vá para o inferno satanás;
T'esconjuro - Deus o livre.

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

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