21 de março de 2014

Omissão da Mídia estadual.

Estamos diante de mais uma eleição. Os interesses são gigantescos para poucos permanecerem no poder. Nesta hora vale quase tudo para a rabeira de regalias permanecer. Deparamos-nos com as forças antagônicas  de grupos políticos com seus inúmeros interesses particulares. O objetivo é esconder o que não lhe rende votos e mostrar o que lhes convêm. 
São situações dantescas. Vergonhosas por se dizer.

Foto: altamiroborges
Recentemente a imprensa nacional esteve em solo local à procura da verdade. Esta mesma mídia andou, vasculhou, apurou as denuncias de quem se diz ser da mídia.
Dias passaram e tanto a mídia estadual como a justiça se fizeram e continuam a se fazer de muda e cega. 
Nem sempre a verdade para muitos são mostradas. A mentira de poucos e poderosos se propagam aos quatros cantos do planeta.

Somente hoje li uma pequena nota no jornal "Diário do Povo" comentando sobre nossa enraizada situação política e social. Pequena mesmo, apenas de um parágrafo e sem nenhuma foto do gestor.

Outros grupos da imprensa da capital que até não deixavam de noticiar sobre as condições políticas de nossa Esperantina agora se calam perante a reportagem a nível nacional. Nenhuma nota se quer. Parece que os homens de paletós pretos daqui do Piauí colocaram a mão em cima do caso, aponto de nada ser divulgado para não manchar a imagem dos dois principais partidos da situação que querem continuar no poder, partidos esses que têm vez ao nosso meio.

Pois é. A mídia que ajuda a viver a esperança de povo é a mesma que ajuda a matar. 
Todos calaram. A corrida foi grande. O silêncio reina sobre nós como se a melhor resposta fosse admitir que não temos mais chances de evoluir.

Não vamos nos iludir. Quem quer nos governar hoje mostra a cara, vêm até nós, bate a nossa porta, faz posse para as inúmeras fotos que serão divulgadas, comparecem a qualquer tipo de aglomeração humana, nos perde permissão para nos dirigirmos por mais quatros anos. Depois das eleições, se eleitos forem, passam a fugir da sociedade, das obrigações, da imprensa que mostra os fatos como eles são. Entram em seus luxuosos carros e com seus magníficos/rápidos e também barbeiros motoristas percorrem as mais estranhas estradas da vida, sempre à nossa frente nos deixando apenas poeira na cara, migalhas de subdesenvolvimento e morte da justiça.

A falsa imparcialidade nos reina. 

"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso"

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