15 de abril de 2014

Paralisaram? Falta neles.

Gestores na APPM dia 11/04

Uma paralisação é assegurada por lei em nosso país. O objetivo de uma paralisação são inúmeros e aqui podemos citar um: reivindicar algum direito negado pelo empregadores.

É legítimo o direito de greve. As classes de trabalhadores da educação, da saúde, do transporte podem parar suas atividades por tempo determinado ou não para lutar por melhorias de trabalho, por reconhecimento e por vários outros motivos.

A lei diz também que caso estes servidores parem suas atividades por um ato de greve os mesmo devem ser 'punidos' financeiramente por deixarem de cumprir as obrigações de um dia de trabalho. Até aqui concordo plenamente. Trabalhou, deve receber. Não trabalhou, não deve receber pelos dias não trabalhados. 

Fica aqui minha indagação: sexta-feira última (11/04) muitos homens e mulheres bateram à porta de muitas prefeituras de nosso estado e não conseguiram o que queriam por conta da APPM (Associação Piauienses de Municípios) ter convocado muitos gestores municipais e vereadores através de uma paralisação para pedir mais recursos financeiros junto ao Governo Estadual e Federal para diminuir suas pendências econômicas. Muitos gestores fecharam toda a administração municipal e se 'mandaram' para a grande paralisação. Agora pergunto: será descontado dos salários de cada gestor municipal e de cada vereador que fizeram a paralisação e consequentemente deixaram de dar o obrigatório expediente de cada sexta-feira? Caso a resposta seja NÃO, fica aqui mais um motivo para não votamos para reeleger cada um desses que se fizeram presente neste ato de greve por um dia. Não tem este negócio de que gestor municipal tem condições mais favoráveis, sejam intocados, não podem ter salários descontados em relação às outras classes de trabalhadores. Não passam de funcionários, não concursados diga de passagem, que deve sim dar expediente e caso não o faça deve sim ter desconto em seus rendimentos. Por quê não?

Coitados dos professores. Além de terem salários diminuídos pelas paralisações em prol de uma vida melhor, agora estes gestores recebem altíssimos salários querem demitir-los mesmo sendo concursados. Talvez seja para sobrar mais um pouquinho.

"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso".  

Foto: appm.org.br

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