3 de junho de 2014

Caça aos professores.

Foto: modanosapatinhos
As prefeituras municipais do Território dos Cocais têm perseguido os profissionais de sala de aula. Merece destaque para duas prefeituras: a de Batalha e a de Morro do Chapéu. É curioso que as duas gestões são feitas por mulheres. Só achei curioso!

A época de caça aos professores está aberta. Qualquer professor que queira sobreviver com dois, três ou mesmo quatros empregos está imediatamente na lista de perseguição. É válido ressaltar aqui que apenas professores que não faça parte da base aliada das duas gestoras que terão seu registro de perseguição ativado.

Pois bem, a administração de Batalha em nome de sua gestora Teresinha Lages tem aberto processos administrativos contra professores que tem 80 ou mais horas/aulas em seu curriculum semanal. A Lei diz que professor pode ter 60 horas/aulas semanais "ou" 80 horas/aulas semanais desde que seja "compatível" entre os vínculos empregatícios.  Todos nós sabemos que as Leis sempre têm suas brejas. Sabemos também que professor para sobreviver precisa ter no minimo dois empregos devido a miserabilidade de salário e também porque os gestores dificultam, e muito,  o piso salarial e sabemos também que falta bom senso por parte de quem nos governa.  
Tem professores de Batalha, concursados diga de passagem, na lista de perder as 40 horas/aulas (salário de mais de R$ 1.500,00) devido esta caça abusiva. Justificativa? Para mim não existe, mas para eles da gestão é simplesmente porque estes professores estão fora da Lei. Será mesmo que estes professores não estão cumprindo com suas obrigações diárias? Caso estes professores tenham outros vínculos acho que o importante é que os mesmo não deixem de cumprir sua cargar horária, e os mesmo não estão deixando de fazer isso, pelo menos os que conheço.

Digo que esta caça é abusiva porque tem professores da rede municipal de Educação de Batalha que estão com 80 e até mesmo com 100 horas/aulas semanais e mesmo assim não foi aberto nenhum processo administrativo contra os mesmos. Sabe por quê? Porque fazem parte da base aliada da atual administração do município. Neste caso vejo com muito desdem que a questão não é a Lei muito menos a questão da Responsabilidade Fiscal e sim apenas o querer prejudicar alguns professores, algo um tanto pessoal.

Quanto á gestão municipal do Morro do Chapéu todo mundo já ficou sabendo que alguns professores, aprovados via concurso público, foram demitidos de seus respectivos cargos com a simples desculpa de que a prefeitura deveria se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo estando em estado probatório, os professores antes demitidos e já reintegrados ao seu cargo via Justiça, deveriam ter passado por uma avaliação. E isso, com todo respeito, acho que não foi feito.


Aqui fica minha indignação quanto à esta caça aos professores de forma arbitrária, vergonhosa. Deveriam caçar os professores para reconhecer-los com toda uma infraestrutura física, didática, pedagógica e financeira dignas.

Por que não caçam os devidos transportes escolares, a boa merenda, a diminuição de seus próprios salários, o início do projeto MAIS EDUCAÇÃO, o aumento da ajuda de custo, etc?

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito". 

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