4 de junho de 2014

Cuidado, cavalete na rua!

Foto: loplastfesta
"Cuidado! Não se pode seguir por esta rua!"
Já ouviram esta frase de algum trabalhador da prefeitura posicionado em algum trecho de certas ruas em manutenção daqui de Esperantina? 

Há muito tempo não vivenciava um acontecimento como vivenciei ontem e hoje em certas ruas de minha estagnada cidade.
Quando jovem, nos tempos quando ainda tinha muitos cabelos na cabeça, ficava feliz em presenciar os cavaletes em alguma rua, seja qual for, avisando que aquela rua estava em obras. Mesmo que fosse as mais simples obras, mas via naqueles cavaletes progresso, vergonha por parte de quem deve trabalho ao povo, via também que a cidade estava sendo cuidada, tudo isso para atender nosso direitos.

Ultimamente presenciávamos apenas cavaletes nas ruas indicando alguma festa religiosa ou dançantes, apenas separando os governantes em atos de reuniões partidárias do restante do povo considerados miseráveis. Com algumas exceções os últimos cavaletes colocados nas ruas esperantinenses eram para avisar sobre algum conserto na antiquíssima tubulação da falida AGESPISA esperantinense.

Agora não. Ontem foi preciso aumentar meu percurso do trabalho à minha casa, foi preciso procurar outras ruas desviando dos saudosos cavaletes que indicavam obra por parte da prefeitura. Em dois trechos de ruas próximo à principal avenida da cidade foram colocados os amarelinhos (cavaletes) como forma de progresso, pois enfim os buracos dos referidos trechos foram consertados para o bem das motocicletas, dos automóveis e principalmente das pessoas.

Que estas lembranças sejam mais frequentes, pois minha maturidade necessita da minha infância. Preciso andar de bicicletas, preciso jogar meu futebol, tudo isso em lugares próprios, preservados. Como viver sem praças pintadas com as cores da 'prefeitura'? Como viver sem recordar o que me fortalece?

Que os cavaletes sejam sinais de outros e bons tempos.

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