21 de junho de 2014

Esperantina e suas políticas públicas atrasadas.

A urbanização chegou em países de velho mundo a mais de 100 anos. Existe uma diferença sócio-econômica entre os países mais ricos e os pobre de quase um ano-luz. Alguns fatores podem até explicar esta nossa estagnação: a política, o cultural, o histórico, etc. O financeiro jamais será desculpa. Sempre tivemos riqueza, mesmo que seja concentrada nas mão de poucos.

Em nosso país quase tudo chega atrasado. Fora os bandidos prisioneiros que os portugueses trouxeram para nosso país na era colonial, o restante vem a passos de tartaruga.

Quando em países como Inglaterra, França e Itália se falava em tecnologia de ponta, o Brasil pensava em fazer a roda, em descobrir o fogo, se é que vocês me entendem.

Se nos grande centros urbanos de nosso país - São Paulo e Rio de Janeiro - o processo de urbanização foi e esteá sendo tardio, o que falar do Piauí, de Esperantina mais especificamente?

Urbanização e urbanizado são temos diferentes. Estão interligados, são interdependentes. Uma síntese disso posso dizer que urbanização é a quantidade de pessoas vivendo no perímetro urbano enquanto urbanizado é toda uma infra estrutura para assegurar uma boa qualidade de vida para estas pessoas.

Os países mais urbanizados do mundo são: Cingapura (100%), Bélgica (97%), Hong Kong e Kwait (96%), Venezuela e Uruguai (91%), Reino Unido (90%), Argentina e Holanda (89%) e Alemanha (88%).

De acordo com o IBGE (2013) o Brasil tem uma taxa de urbanização de 84,8%). Já o Piauí tem a segunda menor taxa de urbanização do país (67%), só ganha do estado do Maranhão (58,9%).

Esperantina hoje conta com apenas 61% de taxa de urbanização. Isso que dizer que mais ou menos 23 mil esperantinenses moram na zona urbana. Estes números se relacionam apenas com a quantidade de residentes em nossa cidade e não com a devida infra estrutura (urbanizada) da qual todos merecer ter.

O que quero dizer com isso é que vivemos em uma cidade não urbanizada. Para provar esta minha afirmação basta darmos uma volta pelas ruas da cidade. 
Problemas com energia elétrica, nos falta praças de eventos, não temos trânsito, o esporte fica a desejar, espaços de recreação já não mais existem, segurança fica a desejar, saneamento básico nem básico é.

Joaquim Pires tem Saneamento Básico (kkkkkkkkkkkkkkk) idealizado pelo Deputado da terra. A cidade do Morro do Chapéu tem um Estádio de Futebol (menos risos) também ofertado pelo deputado. As cidades de Batalha e Luzilândia receberam 'asfaltos' antes mesmo da nossa. 

E Esperantina? Aqui é diferente. De já parabenizo ao gestor municipal pelo 'asfalto' das três ruas (Francisco Fortes, Marechal Deodoro e Silvestre Lopes) mesmo que ele (asfalto) tenha vindo antes do Plano Diretor sobre o Saneamento Básico. Belo trabalho. Infelizmente não é o bastante.
Não é o bastante por conta da falta de segurança que este asfalto já está trazendo para os moradores próximo a estas ruas. Tanto em Luzilândia como em Batalha, as ruas que receberam o 'asfalto do deputado' também receberam toda uma estrutura de normatização do trânsito como faixas de pedestres, placas horizontais e verticais e quebra-molas para diminuir os perigos de vida que esta camada de breu proporciona. 
Os foras da Lei do trânsito de Esperantina não respeitam nem mesmo a vida de seus semelhantes, muito menos as coxias, esquinas de preferência, velocidade máxima, uso obrigatório do capacete e paradas obrigatórias. O primeiro culpado disso é a Secretaria Municipal de Trânsito (mesmo que poucos saibam, aqui tem esta secretaria) por não fazer-los cumprir todas estas normas. Caso haja mortes nos próximos dias nestas referidas ruas, volto a repetir, o primeiro culpado será o Governo Municipal por se negligenciar a esta atrasada política pública de urbanização.

Está na hora de dar um basta nisso antes que algum ente querido volte a morrer.


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