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Crescimento Demográfico de Esperantina.

Existe uma ideia de uma explosão demográfica pelo mundo.
A Europa já passou por isso nos séculos passados.

A explosão demográfica é a transição de uma população jovem para adulta e idosa. Pode ser também o aumento populacional, em termos absolutos, de uma região qualquer do planeta.

As consequências dessa explosão demográfica pode ser positiva e negativa para uma cidade. Vai depender das políticas publicas voltadas para esse questão.


Existem três teorias demográficas que tentam explicar o crescimento populacional do planeta.
A primeira teoria foi a de Malthus, onde a mesma, em suma, dizia que a população humana cresceria em Progressão Geométrica (2,4,8,16) enquanto a produção de alimentos mundial cresceria em Progressão Aritmética, ou seja, iria falta alimentos para a população (crescimento populacional ocasionaria a fome).
A segunda, que logo derrubou a anterior foi a Neomalthusiana que em suma afirmou que o crescimento populacional afeta o desenvolvimento econômico do planeta.
Estas duas teorias foram derrubadas pela terceira - Reformista -. que afirmou o contrário das duas. Esta está mais próxima da realidade. A reformista diz que a pobreza econômica do homem ocasiona o crescimento populacional, ou seja, quanto mais uma população é desenvolvida economicamente, menos ela irá crescer populacionalmente.

Sabemos que a população de uma região cresce ou eventualmente diminui por dois fatores: migração (imigração = entrada de pessoas e emigração = saída de pessoas) e o crescimento vegetativo (diferença entre nascimentos e óbitos).
Esperantina, nos últimos 14 anos tem tido um crescimento populacional estável. Não diminui, no entanto, não houve um significativo aumento.

Parou de crescer populacionalmente.

Por um lado isso é bom. Por outro, nem tanto.

É bom porque o governo municipal e estadual têm como distribuir adequadamente os projetos de infraestrutura e sociais para toda a população, não deixando ninguém de fora desses benefícios. Além de outros fatores.
Já por outro lado é ruim pela falta de mão-de-obra para a quase insignificante indústria e para o comércio locais. Além disso, não faz a nossa cidade crescer, literalmente falando.

O IBGE divulgou recentemente que nossa cidade saiu dos 38.607 habitantes em 2013 para 38.749 habitantes neste ano.

O que explica isso? Não são os poucos nascimentos. Não são os muitos imigrantes.  
São os enormes contingentes populacionais de faixa etária entre 18 e 30 anos que deixam Esperantina todas as Sextas-Feiras à procura de uma vida melhor em outras cidades do país, pois aqui em nossa cidade não existe expectativa de vida quanto ao emprego, ao trabalho, à renda, aos bons estudos para os nossos jovens. 
Quem quer trabalhar no comércio ganhando micharia, por aqui ficam. Quem quer ter melhores estudos, vão embora.
Quem quer trabalhar na indústria, vão embora. Quem quer sobreviver com um salário mínimo, por aqui ficam.

Os culpados disso nem falo, pois no dia 05 de Outubro darei minha resposta.

"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

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