8 de outubro de 2014

"Tristeza do Marllos"

"Nesses versos tão singelos... quero contar o meu sofrer, a minha dor" "Eu sou como sabiá, quando canta é só tristeza..."

A música de Angelino de Oliveira "Tristeza do Jeca" do ano de 1918 que retrata a luta política de dois candidatos à prefeito, cai bem neste momento pós-eleição presidencial. Muitos estão tristes por não conseguirem atingir suas expectativas quanto ao gasto, humano e financeiro, nesta milionária campanha eleitoral.
Há quatro anos quando o atual presidente da ALEPI decidiu eleger para Deputado Federal seu irmão Marllos Sampaio, tudo parecia dar certo quanto a divulgação do então delegado do idoso.
Tanto a Rádio como a TV Assembleia ajudaram os irmãos na propaganda de seus trabalhos para com o público.
Por onde o presidente da ALEPI andava, seu irmão estava ali como uma verdadeira sombra. 
Marllos Sampaio, um jovem destemido e até então 'muito' promissor na política, surgia como grande revolucionário. Era aposta de seu primogênito irmão e de seu papai que marcou a política estadual com inúmeros serviços prestados à comunidade.
Com duas linhas de atuação - terceira idade e o esporte, Marllos venceu nas urnas com uma grande votação, ultrapassando os cem mil votos em todo o estado.
Quatro anos depois, a sociedade piauiense não viu mais em Marllos uma mudança na política.
Durante os dois primeiros anos de mandato, ainda defendia o esporte. A bandeira maior passou a ser apenas o IDOSO. Nestes últimos dois anos de mandato se apresentou não como Deputado Federal, mas apenas como IRMÃO do presidente da ALEPI e sem nenhuma trabalho em prol do esporte.

Devido o irmão presidente da ALEPI ter tido problemas com as prestações de conta da rádio e da TV Assembleia, Marllos não contou com a ajuda desses meios de comunicação para chegar aos quatros cantos do estado para mostrar suas pouquíssimas propostas de campanha muito menos o que fez como Deputado.
O resultado foi sua derrota nas urnas. Perdeu até mesmo para inexpressíveis candidatos.
A liderança política de até então entra em questionamentos: será que apenas os idosos conseguiriam o eleger? Esperantina, sua terra natal, Valência, terra natal de sua esposa, e Campo Maior lhe deram maioria nas urnas. Só estas cidades foram suficientes? Quais outras bandeiras devem ser discutidas para se reeleger?
O discurso agora é de tristeza: "prefiro perder... a enganar o povo".

Sinceramente, este pronunciamento não é de derrotado convicto. 
Coitado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário