19 de dezembro de 2014

O cansaço da alma

Estou cansado.
Os sonhos já não vêm à cabeça.
O sono me domina.

Como uma nuvem escura minha mente anda devagar e pede para parar de funcionar para um descanso necessário.
Os traumas de sempre misturados com uns novos pairam em mim neste memento pessoal.

Que bom que não estou só.
As águas das chuvas logo chegarão. Com elas o cheiro de terra, que me faz relembrar a infância sem obrigações, reinará sobre mim.
Um ano cheio de trabalho. Aluguel e muitas outras dívidas não me deixam.
Não muito diferente do restante do mundo.

As letras e palavras já não são as mesmas. Vejo situações, não as ocasiões.
Aqueles sete a um teima em não sair de mim. O coração bate devagar, literalmente. Por conta disso o psicológico fugiu-me e a tão sonhada segunda graduação não foi, até o momento, terminada.

Celebres pensadores da ABL se foram e com eles algumas inspirações.
Mais um ano letivo. O rio Longá, cochilando, está mais seco.
Por outro lado, como algo novo, as luzes do natal pararam por estas bandas.
 Há muito tempo não se via crianças, adultos querendo ser crianças, idosos crianças vislumbram as variadas cores que iluminam nossos caminhos como se fossem o ponta pé de uma nova era, com mais esperança e menos mazelas.
Mesmo assim meu esfalfamento  insiste em me dominar. 

O ano letivo não termina.
Mas basta pôr fim a estas aulas para as energias serem recarregadas e um novo ano, com as mesmas charadas, celebrar.


Fto - fernandopessoa.
  

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