27 de fevereiro de 2015

O que será feito em homenagem à sua morte?

Fico a matutar o que será feito em prol de minha morte.
Muitos se foram, não sei pra onde, e sem está entre nós deixaram um legado muito importante no que se refere ao que foi construído pelo motivo de sua morte.

Já ouço, no horizonte de onde estarei depois de morto, alguém falar: "como pode um negócio desse, era tão gente boa o professor Macelino". Rsrsrsrsrsrs

Tenho um ditado que diz: serei reconhecido apenas após morte, enquanto isso luto para isso não acontecer.

Dessa forma vou vivendo.
Muitos homens e mulheres tiveram como homenagem por sua morte o batizo de cidades, bairros, ruas.
Homens públicos se dão o luxo de fazer apenas isso: dar nomes à ruas.

Em falar em pessoas públicas ou mesmo instituições públicas, estes, com poucas exceções, se dão o luxo de fazer o mínimo para a sociedade só depois que alguém perde a vida.

Em nossa cidade isso é costumeiro.

Só depois que o jovem conhecimento como "Ronaldinho" faleceu na madrugada do dia 21/01 do corrente ano é que foram feitos 'quebra-molas' em uma 'rápida' rua de Esperantina, mais precisamente no Bairro Nova Esperança.
Antes a rua era quase uma pista de corrida. Como ainda nenhuma família tinha derramadas lágrimas pela perda de um ente querido, os governantes, de todos os governos, não tinha percebido o perigo que era uma rua tão movimentada sem os necessários "pisa-freios".

Hoje podemos presenciar a benfeitoria governamental feita em homenagem ao colega defunto.

Será preciso morrer mais gente para o mercado público ser terminado? Quantos mais morrerão para termos um trânsito de vergonha ou mesmo uma biblioteca, um teatro?  

"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso".

Fto - escribacafe

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