13 de abril de 2015

Esperantina não precisa de cisternas

"Tá parecendo, tá parecendo" já diz Vicente Neves.

As cisternas, de cimento ou plástico, são instrumentos de aproveitamento de água em regiões onde a estiagem é prolongada.

O Nordeste brasileiro e principalmente sua gente precisa desse aproveitador de água.
Quando a região é o Sertão nordestino, chega a ser comparável à farinha de tão importante que é.

Já sabemos que água é vida. Tudo que for feito para este bem natural chegar ao povo será bem-vindo.

Por outro lado, esta política de distribuição de água ao povo através das cisternas está virando mercado para políticos e empresários.


Antes as cisternas eram feitas de cimento. Este modelo custava mais barato e contribuía para geração de renda e trabalho.

Hoje as cisternas são de plástico com a alegação de que a questão da falta de água é de grande urgência, portanto, sem tempo para construção manual das mesmas, pois elas (cisternas) sendo feitas de forma industrial é mais rápida a sua utilização e consequentemente a diminuição da dor por parte de quem à necessita.

Aqui no Piauí a distribuição das cisternas de plástico foi suspensa, em 2013, pelo TCU por conta de irregularidades em licitação para compra de milhares de cisternas.

Depois de resolvido o problema, as cisternas passaram a ser distribuídas pelos municípios piauienses mais necessitados pela falta de água.
Os municípios precisaram fazer todo o trâmite legal e burocrático para receberem este benefício federal.
Aqui no Território dos Cocais várias cidades já receberam estas cisternas por conta da papelada necessária ter sido aceito/aprovadas pelos órgãos competentes.

O verão começou e com ele veio às chuvas. O Outono está aí e as chuvas só aumentam.
Os moradores das cidades de Joaquim Pires, Batalha, por exemplo, que já têm as cisternas, já fazem usos das mesmas acumulando água tanto para beber como para cozinhar seus alimentos. E muitas outras utilidades estão sendo feitas com esta água que está sendo acumulada nas cisternas.

Esperantina, como tem um rio grandioso e um povo sem sede alguma em fazer o que é correto, não precisa de cisternas. Não é mesmo?

O governo municipal passado, responsável pelo devido cadastramento dos moradores necessitados pela água, não fez o dever de casa correto, e até hoje as cisternas de plástico não apareceram por aqui.

Esta cidade de Esperantina é mesmo abençoada por coisas ruins.

E assim vamos vivendo.
   
"Sou o que eu penso, para vocês, sou o que eu transmito".

Fto -penochaoinformativo 

Nenhum comentário:

Postar um comentário