26 de maio de 2015

Minha interpretação

Regulamento
"Interpretação é uma ação que consiste em estabelecer, simultânea ou consecutivamente, comunicação verbal ou não verbal entre duas entidades. Pode, portanto, consistir na descoberta do sentido e significado de algo - geralmente, fruto da ação humana" (Wikipédia).

Partindo desse pretexto, tenho minha interpretação sobre os fatos que nos rodeia. Devemos ter, caso contrário irão querer nos descer pela 'goela' uma forjada opinião.
Seja dentro da sala de aula ou não vivemos a interpretar o mundo.

Já dizia o alemão Friedrich Nietzsche no século XIX: "não existe fatos, apenas interpretações".

Sendo assim minhas interpretações de hoje se direcionam para uma partida de futebol na qual tive o prazer de participar neste fim de semana que passou.

Antes de dar continuidade é óbvio dizer que as interpretações devem partir de uma legalidade (regulamento, normal, lei, etc).

O XV Torneio de Futebol Society Pousada Rio Longá organizado pelos peladeiros do Pirão da Parida, do qual faço parte, é um sucesso.
No entanto, como qualquer outra associação, tem seus problemas.

Para cada edição desse Torneio há um regulamento onde todos, repito, todos devem respeitá-lo e cumpri-lo.. Os subordinados, os da comissão executiva e organizadora, os que sabem dele e até os que não o conhecem.
Dessa forma a vida em grupo será mais fácil, harmoniosa e respeitosa. 

Eis a questão das minhas interpretações da última rodada desse nosso torneio:

Durante a primeira partida de sábado (23/05) entre Esperantinense e Nova Esperança a arbitragem do jogo foi de Emerson. Uma das normas para arbitragem, já que não aceitam colocar uma arbitragem de fora, é que os árbitros das partidas sejam integrantes da Comissão Executiva. Seu Emerson é. Até aqui tudo bem. O problema é que seu Emerson interferiu diretamente no resultado da partida a favor do Esperantinense ao deixar de marcar dois legítimos pênaltis para a equipe do Nova Esperança. Infelizmente. Estas últimas palavras são de outro integrante da Comissão Executiva (Zé Filho). Este afirmou que não irá mais apitar nenhuma partida, pois se for apitar irá 'avacalhar' a partida.


Para a segunda partida da tarde, foi selecionado um árbitro que não é integrante da Comissão Organizadora. Este foi o primeiro erro. Como as duas equipes aceitaram tal árbitro, as mesmas deram continuidade a um erro. Este foi o segundo erro.
Pois bem.
Vamos ao caso especifico.

Diz o Regulamento, em seu Art. 15: "o goleiro que pegar com a mão fora da grande área, caso este seja o último homem, será automaticamente "expulso" da partida".

O goleiro Fernando, da equipe Longá da qual fazem parte Emerson (integrante da Comissão) Paulo Afonso (tido como da panelinha - isso foi falado em inúmeras reuniões da comissão na qual fiz parte) e Pedro Neto (dono do campo), em uma jogada de perigo contra seu time saiu da grande área e pôs a mão na bola. Fernando era o último jogador de seu time. De imediato o árbitro da partida - Neyandro - apitou a infração de Fernando e lhe aplicou apenas um cartão amarelo. O árbitro da partida fez apenas isso por desconhecer o regulamento. Até aqui não o culpo pelo erro.
Dentro do meu direito como jogador da partida e sócio desse grupo e por conhecer o regulamento exigi do árbitro a devida punição, com cartão vermelho, do atleta Fernando. 

Neste momento tanto Zé Filho (integrante da comissão organizadora) como alguns outros sócios passaram a dizer que em qualquer jogada ou acontecimento dentro de campo depende da INTERPRETAÇÃO do árbitro da partida.

Preste atenção: "depende da interpretação do árbitro da partida". 

Devo dizer a todos que a interpretação dos árbitros deve ser direcionada/ formada a partir de uma base legal, neste caso o Regulamento Geral do nosso Torneio.

Antes de finalizar este caso, darei a vocês exemplos desse nosso torneio onde o regulamento foi cumprindo por parte da arbitragem com ajuda de qualquer outro sócio fora de campo.

No primeiro jogo do XV Torneio Pousada Rio Longá entre as equipes Pirão e Nação, um sócio (que faz parte da comissão organizadora) alertou o árbitro da Parida, Zé Filho, que tinha um atleta do time Pirão sem o devido uniforme, faltava-lhe o meião. O que o juiz da partida fez? Fez o atleta cumprir com o regulamento ao vestir o devido meião. O atleta Tiaguinho teve que sair de dentro do campo, a partida foi iniciada, e aí depois que o atleta colocou o meião pôde jogar.
A atitude do sócio (integrante da comissão) foi corretíssima. Este sócio nem fazia parte do jogo daquela tarde e mesmo assim fez por onde o Regulamento foi aplicado. Parabéns pela atitude.

Outro exemplo de que o Regulamento deve ser cumprindo, sabendo o árbitro ou não, foi durante a Partida entre Nação e Longá (dia 16/05).

A partida já tinha começado. Este que vos escreve (ex-integrante da comissão e sócio com direitos como qualquer outro) observou que três atletas estavam descumprindo o Regulamento. Os atletas Paulo Afonso (da equipe do Longá) e Neyandro e Júnior Barros (da equipe Nação) estavam sem meões e sim com meias. Imediatamente atravessei o campo para falar com o árbitro da partida - João Paulo, e pedi para o mesmo parar a partida e fazer com que o regulamento foi cumprindo.
Vocês já conhecem o Paulo Afonso. O mesmo saiu do campo dizendo: "acabaram de inventar uma nova regra".

Independentemente de quem fala, o regulamento deve ser seguido/cumprindo.

Voltando ao caso específico é obrigação minha perguntar: por que qualquer outro atleta/sócio (sendo ou não da comissão) não falou para o árbitro Neyandro que o Regulamento fala, em seu Art. 15, que o atleta Fernando deveria receber um cartão vermelho? 
No momento eu falei, no entanto por orientação, não sei lá de quem, o árbitro me ignorou. O juiz da partida não fez o regulamento ser cumprindo mesmo eu dizendo que existia uma norma que deveria punir o goleiro com a expulsão do mesmo.

Terminado o primeiro tempo, gentilmente, pedi ao mesário da partida - Gilliardo - para ter acesso ao Regulamento impresso. Chamei o árbitro da partida e o mostrei o Art. 15. Sabendo que a jogada já tinha se passado pedi que fosse colocado na Súmula da partida a observação de não cumprimento do Regulamento com a intenção de que a Comissão Organizadora posteriormente à partida julgasse o acontecimento e fizesse com que o Regulamento seja cumprindo como deve ser, isso tudo antes da equipe Longá voltar à campo pela 4ª rodada do Torneio. Nada contra o alviverde Fernando. Tudo a favor do Regulamento.

O que me disseram? Disseram que somente o árbitro da partida pode pedi ou ordenar ao mesário que coloque alguma observação na súmula. Acho isso outro erro. Em Torneios passados qualquer um (técnicos, jogadores, mesário e até mesmo quem não esteja participando dos jogos da tarde) poderia fazer alguma observação na súmula desde que fosse contra o devido andamento das partidas.

"Uma vez como mesário presenciei uma discussão com palavrões entre dois atletas que nem iriam participar das duas partidas da tarde. Partindo da boa convivência, anotei na súmula, sem o árbitro da partida saber, que o atleta Tatá estava dirigindo palavras feias contra o atleta Márcio Linhares por conta de um jogo anterior. O que aconteceu depois disso? A comissão organizadora votou pela punição do atleta Tatá por desrespeitar um colega de grupo".

Novamente volto ao caso específico dizendo que se fosse só isso já seria um absurdo quanto ao descumprimento do Regulamento. Mas não foi só isso.

Zé Filho falou a mim que teve um sócio integrante da Comissão Organizadora que pediu ao senhor árbitro da partida que me aplicasse um cartão amarelo por está reclamando. Para falar a verdade não ouvi isso, mas acredito na hombridade de Zé Filho.

Acreditando em Zé Filho afirmo que um perigoso precedente é aberto neste caso onde se nota a influência de um sócio sobre outros a ponto de até mesmo um Regulamento ser desrespeitado para atingir diretamente a alguns sócios e indiretamente a outros.

Como o atleta Neto Buiú falou: "se for para não cumprir o Regulamento, então vamos fazer um Torneio sem regulamento onde todos os times jogarão sem respeitar nada"

Com base neste depoimento, o melhor a fazer agora é RASCAR o Regulamento, pois se for para ser aplicado apenas contra o Pirão (time em que faz parte este que vos escreve e Soneca), o Nação (time do Carlos Alessandro), o Primeiro Ato (time do Paulo Mocó) e não contra o Longá (time do Emerson, do Paulo Afonso e do Pedro Neto), o Esperantinense (time do Aloísio) e do Nova Esperança (time do seu Chagas, do Helmo e do Zé Filho) este Torneio será o mais bagunçado de todos. Infelizmente.

Fico triste pelo Homenageado do Torneio, mas esta é minha interpretação.

"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso".

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