27 de maio de 2015

Você é um bobão

Por desconhecimento e por forças capitalistas que ultrapassam nosso imaginário quanto ao comportamento trabalhista não passamos de verdadeiros bobões quando pensamos que podemos mudar o sistema socioeconômico e principalmente nossa condição de marginalizados dessa vida em sociedade de produção através da ação do trabalho.

Segundo Antunes (2000), os novos padrões de organização e gerenciamento, oriundas das transformações no mundo do trabalho, teve a substituição dos padrões rígidos Taylorista/Fordista por padrões mais flexíveis como o Toyotismo, que propõe a flexibilização da produção, opera com estoque mínimo se adaptando a atender com rapidez às novas exigências do mercado, implicando na flexibilização e na eliminação dos DIREITOS TRABALHISTAS, pode-se afirmar que este padrão de produção toma força na década de 1990, se estabelece e consegue se manter.

As dificuldade de viver fazem o homem trabalhar. O trabalho é uma atividade social do homem. É inerente a ele.
Daí começa a maldição do homem perante o Capitalismo.

Karl Marx deixou seu pensamento sobre esta escravização do homem frente ao trabalho e suas formas de ser.
Em seu maravilhoso livro: O Capital, Marx mostra como o homem deve se comportar junto ao trabalho e mais ainda como ele se comporta. Dessa forma, o ser humano passa a conhecer, ainda mais, um pouco de si.

Frente a todo este processo de contração das relações econômicas e sociais, o universo das relações de trabalho no capitalismo vem progressivamente adquirindo múltiplas processualidades, as quais também não são novas mais duráveis e persistentes que são "a expansão do trabalho parcial, temporário, precário, subcontrato, terceirizado, que marca a sociedade dual no capitalismo ( )" (Antunes, 2000, p.51).

Sendo assim podemos destacar aqui o que diz Cleonilda S. T. Dallago sobre o assunto:
"Nesta última década foi possível observar grande retratação do emprego formal e a expansão do emprego informal juntamente com a criação de um novo espaço chamado de estágio, criação esta que mais uma vez vem degradar a vida do trabalhador. Logo, o trabalhador é impedido de usufruir os direitos legais (de férias, 13º salário, previdência social, seguro desemprego, etc) pertencentes ao emprego formal".

Então não pense que os nossos governantes irão mudar de ideia quando tiverem a chance de mudar esta real situação na qual vivemos.

O atual Senado que nos fuder. Quer que nós pagamos a dívida.
Este é o sistema vigente.
A burguesia mata, a cada ação, o trabalhador (proletariado).

Não estou querendo dizer que devemos baixar a cabeça e aceitar esta situação. Estou querendo dizer que a luta de classe ainda continuará sendo a forma mais visível e ampla para nos defender de quem a cada quatro anos promete, e apenas promete, que irá nos defender.

"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso".
Fto - mdig

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