17 de junho de 2015

A blindagem política atrapalha a democracia

"Todo político é um empregado da sociedade pago com dinheiro do contribuinte. Ter sucesso é sua obrigação e não objeto de exaltação. O político que não se posiciona como servo da sociedade, mas se serve dela, não é digno do cargo que ocupa". (Augusto Cury).

Como seria bom se o poder de um político fosse apenas aquele proveniente de seu cargo exercido através da aprovação em concurso público. E que a missão de dirigir a sociedade fosse apenas mais um serviço prestado à comunidade de forma comunitária como acontece em muitos países desenvolvidos.

Regalias e milhões de reais não seriam motivos para muitos humanos venderem suas almas em campanhas eleitorais caríssimas.
Além dos milhões de reais que um 'representante' do povo recebe em quatro ou oito anos de poder, estes mesmos homens e mulheres ainda usam da força política para não serem atingidos em suas falcatruas de mandato.

Vários são os órgãos estaduais que dependem dos legisladores. Dependem para serem colocados/escolhidos lá, dependem financeiramente, pois os orçamentos anuais desses inúmeros órgãos estaduais precisam da aprovação dos legisladores.
É um tipo de favor onde um lava a mão do outro.

Consequentemente os funcionários desses órgãos estaduais têm uma dívida eterna com os legisladores.
Por outro lado, além dos poderes econômicos e político, os legisladores passam a se sentirem o TODO PODEROSO ao saber que terão em mãos o poder 'divino' de fazer tudo/tudinho e que após isso os órgãos (administrativos ou jurídicos) do estado não irão trabalhar de forma imparcial, pelo contrário, irão beneficiar aqueles que um dia, usando o poder político, os ajudaram.

Enquanto isso o ladrão de galinha vai preso. Enquanto isso o ladrão de milhões de reais tem prisão em domicilio, domicilio luxuoso feito com os reais desviados.

Onde podemos ver esta blindagem? Nas votações para presidente das casas do povo, nas emendas, nos PECs, nos julgamentos improcedentes a favor dos políticos partidários, aqui e ali.

Não têm balas, palavras, verdades que ultrapassem esta máquina administrativa de defesa dos políticos de nosso Brasil.
 
"Na vida nada é tudo, tudo é pouco e pouco é nada, portanto, vivemos em um ciclo vicioso".

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