8 de junho de 2015

Homem selvagem

Ao observar este vídeo nós, homens dotados de pouca sabedoria, podemos fazer inúmeras reflexões de como o homem em sociedade está a viver.
Podemos partir da época das cavernas. Antes mesmo da escrita o homem já marcava sua história, seja na parede, na pedra, nos calabouços, na justiça ou não vida a dois ou mais.

Com medo do frio, da fome ou mesmo da própria semelhança humana o homem sempre se comportou de forma inerente ao seu querer e poder.
Muitas das vezes foge de suas análises mentais a devida atitude que pode ser considerada coletivamente aceita.
Ao tempo que a sociedade humana foi aumentando o medo também cresceu.

Ao falar especificamente desse vídeo, em plena história contemporânea, podemos citar:
Roubou por medo da fome?
Roubou para comprar vestimentas para se proteger do calor ou do frio?
Roubou para dar o que comer às suas crias?
Roubou pelo desespero de sustentar uma vida que não é sua?
Roubou simplesmente por ter tido uma chance de levar o que não é seu?
Roubou por selvageria humana?
Por achar que se dar bem na vida significa até mesmo dar uma rasteira ao seu semelhante?
Roubou por saber que não irá ser punido, por saber que terá um político partidário corrupto, caso seja preso, que irar fazer uma ligação para libertá-lo em troca de votos ou porque ao ser preso terá uma vida de rei nos condomínios fechados para pobres com um belo salário ao fim de cada mês?

Este roubo foi culpa do proprietário do carro ao deixar a vidro aberto ou porque somos selvagens a ponto de matarmos a nós mesmo pelo simples prazer de querer ser mais forte e vigorante frente à uma sociedade que dar mais valor as aparências do que a essência?

Com culpados ou não, não diferenciamos muitos dos homens paleolíticos.

As cidades estão sem Lei porque os homens não as querem mais. Quem quiser fazê-la funcionar será taxado de homem ou mulher sem normas para um belo pleito eleitoral.

Quem são as vítimas? Todos. Quem são os réus? Todos. Quem faz isso acontecer? O Poder (com P maiúsculo) embaraçado com o capital (dinheiro).

Vivemos ainda com medo de não sermos vistos, notados, "sem dinheiro no bolso" para ser considerado e aceito em roda de amigos.

As esperanças morreram. As Leis foram bloqueadas. Quem manda agora é a política e esta não está nem aí para os problemas sociais urbanos ou rurais dos mais flagelados de nossa terra. Tudo que fazem agora em troca de favores. "Se não me pagarem, não voto e nenhum projeto sequer".

Não existem câmaras para frear o que errado. Existe agora uma forma de se aparecer mais rápido na mídia, até porque aparecer na mídia é sinônimo de ibope, pontos a mais, currículo vitae completo e mais quatro anos no poder para não mandar em porcaria de nada.

Quem der o tido mais rápido ou fazer o roupo maior é o vencedor. Que morram todos.

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