22 de junho de 2015

Saudade

Ai que saudade de sentir saudade.
Este sentimento que faz parte de todos, um dia enrola em seu seio emocional e te faz ser um ser mais perfeito.
A mim veio uma vontade de pegá-la pela mão.

Passava das 18:00 hs. 
O sol já dava sinal que, mais uma vez, iria nos deixar.
Com ele a luz de mais um dia com pouca saudade.
O dia era de inverno. À noite, a começar, seria mais uma de temperaturas altas. 
As estrelas davam às caras.

O céu estava lindo.
O milho já começava a pipocar em brasa viva. Com ele a pipoca.

A ceia de bolos dava o sinal que, novamente, sentiríamos saudade da infância onde nos 'empanzinávamos' de tanto comer bolo.
Os petiscos? Aos montes.

Chapéu, camisa quadrangulada, botas enfeitam homens e mulheres.
Aos poucos o povão se acumulava ao redor da fogueira acessa.
Esta ardia os corações dos apaixonados, seja pelas cocotinhas ou pelos santos do mês de Junho.
Era hora de passar fogueira.
Boa noite compadre!

Nesta hora, há muito tempo sem o cheiro de terra molhada, a alma sertaneja começava a arquitetar um sentimento comum a todos: saudade.
O filho amado há muito tempo distante, chuva a molhar o chão e dar o pão, o luar a brilhar o peão, eis que a saudade, coração.

Sentimento que não os falta. Eis que é necessário para uma alma feliz sentir saudade.
Lembranças, boas ou ruins, são alavancadas e acompanhadas de saudade.

Como é bom sentir saudade de quem admiramos. Como é bom 'ouvir' o coração palpitar pelas saudades sentidas dos momentos vividos.

A canção de Luiz Gonzaga (rei do baião) e Humberto Teixeira (doutor do baião) nos faz sentir mais saudade dessa tradição chamada São João.
"Ai que saudade senhor, de voltar para o meu sertão"

Viva a Saudade!

Fto - ysoldacabral




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