6 de agosto de 2015

Cabeça dura sem capacete

A gosto do tempo e querer de sua gente assistimos mais uma morte no velho hospital.
O peixe morre pela boca enquanto você aí vive a procurar quem é o papai das pequenas obras estruturantes de Esperantina. 
Diferente dos peixes tem muita gente que vive a sobreviver pela boca ao dizer que tudo de bom por estas bandas vem de seu 'intenso' trabalho de homem bom de promessas.

Pois é meu povo!
Hoje, mais uma vez, o Piauí foi manchete nacional.

Nem adolescentes, crianças, estados de emergências muito menos a Serra da Capivara.
Poderia ser a morte da lagoa do Portinho ou mesmo mais uns empréstimos governamentais exorbitantes.

Poderia também ser notícia através o enriquecimento dos reis da laranja e da manga no sul do Piauí.
Poderia ser manchete por conta da francesa que nos rouba pelos vestígios do homem americano.

Mas não foi nada disso que fez uma manipuladora rede de TV a nível nacional mostrar novamente a calamidade em que vivemos.

Agora foi a vez da morte de cada dia vivenciada no trânsito pela negligencia dos motoqueiros.

Pelo menos neste caso o Piauí supera a média nacional. Oba!
Enquanto a média nacional de mortes de motociclistas é de 'apenas' 6 a cada 100 mil habitantes, a do Piauí passa de 21.

E porque isso acontece?

Pela ignorância da sociedade em desconhecer as leis do trânsito?
Por falta de infraestrutura adequada aos motoqueiros?
Pode ser que o piauiense não saiba pilotar? Ou o buraco está mais embaixo?

Pelo que sabemos as mesmas leis nacionais que regem no Ceará e no Maranhão regem aqui também.
Então o que explica esta enorme falência de homens, mulheres, idosos e até crianças no trânsito? Isso mesmo, crianças.

Já presenciei políticos partidários defendendo a não aplicação da Lei Nacional do trânsito pelo simples capricho de não querer perder votos. Isso mesmo. Para não perder votos, que lhe sustentem no poder, políticos derrubam a autoridade de órgãos governamentais que têm a obrigação de aplicar, rigorosamente, as Leis.
Parem, parem!
Não é só isso. Tem muitas outras coisas que podem explicar estes fatos. Podemos olhar pelo lado das empresas responsáveis pela aprendizagem dos homens e mulheres no trânsito. O que elas ensinam? Quase nada. De quem são? dos pol......s, não vou ser chato em dizer que tudo é culpa dos pol.....s.

Vai um dinheirinho aí e aqui está seu passaporte para a morte nas esburacadas rodovias, avenidas e ruas de nosso querido Piauí.

Levando o debate para mais perto de nós, falar em capacete em Esperantina é motivo de briga.
Falar em sinalização por aqui é sinônimo de partidarismo e não de Estado (escrito com E maiúsculo).
Enquanto Esperantina tem o trânsito municipalizado, muitas vidas são ceifadas pela ineficiência estatal em pôr a sociedade em obediência.

O Padre, o delegado, o juiz, a prefeita e os vereadores são conhecedores da nossa precariedade no trânsito. O governador, o deputado estadual de nossa cidade também conhece esta calamidade. Cada mulher e homem acima dos 16 anos de Esperantina sabem dos perigos em andar de motos e mesmo assim desafiam a morte em não obedecer às normas.

Então que nos falta fora à morte? A morte multiplicada por dois e depois elevada ao quadrado.

Por isso digo que invés de campanhas educativas e conscientização no trânsito não funcionam frente a uma legislação e punição rigorosa como diz a Lei. E ponto final.

Fto - dmtranscocal

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