30 de agosto de 2015

Reza pelo menos no campo de futebol


Têm coisas que não esquecemos nunca. Também há momentos que eternamente não vai mudar. Pelo menos parece.

Já dizia um humorista piauiense que festa no interior do estado tem que ter partida de futebol na parte da tarde acompanhada de muitos foquetes. 
E quando começa a tão esperada festa lá está o vendedor de balinhas, laranja descascada e suco de uva acompanhado de bolo.
Costumes, tradições não se reclama, se discute.

Na esfera futebolística não é diferente quando a questão a ser tratada são os abraços - corrente de força - antes de começar a partida.

O 'dono' do time convoca seus comandados em troca de uma 'gelada' no fim da partida.
chega a hora do jogo e lá estão os jogadores em círculo a fazer o que não fazem em lugar nenhum, pelo menos a maioria - rezar.
Um Pai Nosso ligeiramente seguido de uma Ave Maria irá fazer o time vencer a partida. 
É uma forma de fugir da razão e se salvar na emoção.
Caso o time não ganhe a partida, aquele ser divino não terá o que reclamar sobre a falta de reza. 

É tosco ter que ver isso, mas como diz, é compreensivo.

E aqui ficam minhas rezas para as partidas de futebol não acabar por falta de fé.

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las." (Voltaire).

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