27 de janeiro de 2016

A cidade em primeiro lugar

..."a mais bela forma de pensamento é a que trata da organização dos negócios da cidade e da família"... (Platão - o banquete).

Muito bonito achei a reunião do poder Executivo com o Legislativo esperantinense dias atrás.
Mais bonito é a preocupação com a 'pólis' que os governantes sempre devem ter. 
Nada de picuinhas partidárias. Nada de individualismo muito menos interesses particulares frente ao interesse maior: o bem social de todos que fazem da cidade um território soberano perante qualquer outro.
Discussões são inevitáveis. Divergências de interesses também.

As opiniões dos vereadores de oposição devem ser levadas a sério da mesma forma que a autonomia da situação, seja dos vereadores ou mesmo do poder executivo.

Não muito distante de nossa época, nos berços da democracia, sempre havia o encontro dos governantes em praça pública par discutir o que era menos ruim para o povo que tanto sofria.

Os governantes ditos como bons oradores sempre se sobressaia devido terem o poder de persuadir os interesses dos demais que, mesmo tendo suas opiniões, ficavam calados por não serem agraciados pelo dom da oratória.
Um falava de um lado, já outro falava por outro lado e assim se chegavam à uma conclusão plausível e digna para o bem de todos.

Agora não. O que estamos vivendo é um distanciamento dos poderes (legislativo, executivo e judiciário) na solução dos inúmeros problemas sociais. Quando são resolvidos! Como se cada um quisesse resolver os problemas sozinhos e com isso serem reconhecidos perante a plateia formada pelos eleitores.

Já cheguei a ouvir de ex-vereador um falatório, repugnado por mim, que dizia mais ou menos assim:

"enquanto eu for vereador não ponho meus pés nesta prefeitura".

Tanto neste discurso como neste comportamento politicamente condenado por este que vos escreve, dar para perceber a falta de compromisso do governante para com suas obrigações. Uma delas é procurar parcerias para solucionar problemas e nada melhor do que a união, ou mesmo aproximação, entre poder legislativo e executivo para isso realmente acontecer na prática.

Portanto, que os vereadores continue a aprovar o que faz bem à cidade e reprovar o que não convém. 

Para que a cidade esteja sempre em primeiro lugar, que esta atitude de reunião/aproximação entre os dois poderes continue acontecendo. Sem picuinhas iremos mais longe.

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la” (Voltarie).  

Fto - adrianozago  

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