25 de janeiro de 2016

Os dois lados de uma Ponte

A ponte
"Uma estrada que foi destruída pelo terremoto no dia 11 de Março de 2011 no Japão foi completamente RECONSTRUÍDA em apenas 06 DIAS.
O trabalho de reconstrução dos 150 metros da estrada destruída começou 06 dias depois da destruição, no dia 17 de março.
No dia 23/03/2011, a rodovia Grande Kato, em Naka, foi reaberta para o tráfico.

Caso esta estrada fosse em território brasileiro, a mesma já tinha sido reconstruída?
Para piorar, e se fosse em um dos estados brasileiros mais pobres e massacrados da federação - Piauí - como estaria esta estrada?
A eficiência, honestidade, disciplina, etc., de um país que saiu das cinzas em 50 anos não pode ser comparada a um país que vive na merda há 500.

E qual a diferença entre os dois países? 

Sua gente, seu povo, seus costumes. É claro que vai além disso, mas começa pelo ser humano.

Uma ponte entre as cidades de Esperantina, onde estou agora, e Batalha (Norte do estado do Piauí) foi destruída há mais de 25 dias.
E porque há tantos dias esta ponte localizada na rodovia PI 117 ainda não foi reconstruída?

Podem dizer que é por falta de dinheiro? Absolutamente acho que não.
Sabe porquê?

Por que três representantes do povo, eleito pelo povo, que tem origem do lado Norte da Ponte, mais especificamente das cidades de Luzilândia, São João do Arraial e Esperantina recebem por mês mais de R$ 450,000,00 somando salários e privilégios pagos pela máquina administrativa do estado.
São salários de trinta mil, verbas de gabinete, transporte, hospedagem, alimentação, comunicação, etc., etc., etc., etc., etc., etc..
Se esta lambuza de dinheiro público não fosse gasta com poucas pessoas, daria para termos uma infraestrutura bem melhor e uma ponte como esta já estaria reconstruída.

Podem também dizer que é por conta da burocracia governamental. Também não acho que seja, pois em primeiro lugar, se por acaso fosse uma perda direta para os 'homens' que nos governa, logo se daria um jeito, nas três instancias, para se resolver o problema.
Também não é burocracia quanto a licitação para se contratar uma empresa que forneça o serviço de reconstrução da ponte, pois muitas empresas ligadas à certos governantes fornecem serviços ao governo estadual numa velocidade que dar inveja a qualquer país rico, só para receber os salários o mais rápido possível.

E por último podem dizer que é pela complexidade da obra e também por conta do período chuvoso que dificulta a reconstrução. 
Se algum governante chegar a falar isso, no mínimo está vomitando mentiras.

A ponte é pequena e o período chuvoso em nada dificulta frente as tecnologias existentes para a reconstrução de uma obra como esta. 

Não é porque no Brasil tudo se caminha em passos lentos é que temos que aceitar esta vergonhosa ineficiência, em primeiro lugar dos homens, do Governo, pois o Governo é feito de homens.

Tem um governante do lado de cá (de Esperantina) que sempre fala: "as coisas (obras e serviços) não são feitas da noite para o dia na política, elas levam tempo, o importante que estão sendo realizadas por nós". E este discurso sempre é acompanhado de um sorrido maroto. Eka!

Se levarmos isto em consideração na reconstrução da ponte, a mesma será usada para a companha eleitoral de 2018. Até lá muitas emendas para a reconstrução irão passar por baixo da ponte direto para o mar.

Fto - diariodolonga

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