27 de fevereiro de 2016

A Batalha dos Contratos

Diariamente acompanhamos nas mídias nacionais o panorama dos desempregados brasileiros. Chegam à 1.900,000 desempregados no Brasil, dizem certas instituições liberais. 
As médias estão abaixo do necessário para produzimos o suficiente para saímos da crise que nos azola. 

A cada dia nos deparamos com enormes filas de homens e mulheres à procura de uma oportunidade de emprego, de uma renda, de uma saída da miséria vida em que estão atolados.

Como os postos de trabalho são reduzidos em época de crise, o jeito é procurar uma saída emergencial: o trabalho informal, o qual pouco contribui para o desenvolvimento de uma nação. Este tipo de trabalho além de fazer com que o trabalhador se conforme em sua atual classe social, muitos prejuízos trazem para a economia formal.Como a dor do pobre jamais é suficiente para fazer-lo aprender perante suas errôneas escolhas políticas, em ano eleitoral, diz a Lei, que os governos municipais não podem fazer contratações normalmente.

Esta lei abre um procedente. A mesma diz que não pode haver contratação há três meses antes do pleito e até a posse do vencedor. Portanto, governos municipais não podem contratar a partir de 02 de Julho até 31 de Dezembro de 2016.

Por outro lado, até lá os governos municipais, brecha na lei, fazem a festa quanto a contratação informal de homens e mulheres para trabalhar na máquina administrativa, em todas as secretarias.

Quem sempre bateu à porta das prefeituras atrás de um 'bico', neste ano eleitoral, pelo menos até trés meses antes das eleições, conseguirá facilmente uma pequena renda.

Como a relação de trabalho no capitalismo acontece perante uma troca: força de trabalho em troca de uma moeda, os governos municipais além de pagar um miserável salário aos pobres coitados necessitados por um 'bico', ainda pedem/ordenam algo a mais: a garantia do voto do trabalhador e de toda a sua família. Voto de cabrecho!  Caso não aceitem, a vaga irá para outro.

E por incrível que parece, tenho observado nestes dois meses do ano de 2016 que no município de Batalha há muitas caras novas 'trabalhando' para o atual governo municipal.
Nem mesmo a Lei que se refere à obrigação de eleição para escolha de diretores das escolas públicas municipais está sendo respeitada. Como quase tudo em Batalha.

Além de diretores colocados pela janela administrativa, muitos outros trabalhadores (motoristas, 'jacarés' (montadores e desmontadores-carregadores), secretários de escola e até professores) estão sendo contratados em prol de um município, pelo menos até o dia 01 de Julho.

Por um lado é bom, pois as escolas irão dar início as aulas neste 29 de Fevereiro (depois de 17 dias letivos sem nenhuma aula aos alunos) com todos os profissionais necessários para uma escola funcionar, mesmo que não sejam contratados adequadamente e principalmente sejam bem qualificados para cargo, mas pelo menos irão votar no dia 02 de Outubro, isso eles devem fazer. Depois disso é só esperar a demissão a partir de 01 de Janeiro de 2017.

Enquanto isso o Ministério Público finge que não ver nada de errado.

"Posso não concorda com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" (Voltarei).

Nenhum comentário:

Postar um comentário