3 de fevereiro de 2016

Politicagem e Educação não dar certo

Todo início de ano letivo é o mesmo. Lotação de professores, cronograma de horários e a famigerada Semana Pedagógica que só acontece no máximo em três dias. Hoje em dia tudo se tornou mais rápido: semana de três dias.

Acontece que para esta semana pedagógica acontecer de fato, em algumas redes municipais de ensino, a lógica das coisas são invertidas.
Vejamos o que acontece na Terra de São Gonçalo.

A crise financeira criada pela mídia é notória. Dizem que os municípios estão sem verbas para custear as despesas. Até parece que o brasileiro parou de pagar seus impostos!

O falatório dos gestores municipais quanto à falta de dinheiro tanto para quitar seus débitos juntos ao funcionalismo público todo mundo já cansou de ouvir.

No entanto, durante a semana pedagógica da Terra de São Gonçalo durante o governo 'lagista', esta crise não é observada muito menos sentida, pois o gasto que se faz com panfletagem de boa qualidade (lembram do ano passado?), com contratação de palestrantes de renome estadual e agora, este ano, até de humorista de grande calibre é de dar inveja a muitas cidades 'grandes'.

Esta atitude é querer chamar o funcionalismo de besta, de palhaço, de otário.
Depois da Semana Pedagógica (que deveria servir de planejamento das políticas educacionais a serem desenvolvidas em cada escola) iremos presenciar a falta de merenda escolar, transporte escolar de péssima qualidade, atraso no pagamento dos funcionários e muitas outras barbaridades que são totalmente contraditórias a este momento chamado de semana pedagógica.


Rede Estadual de Ensino em Esperantina.

Vejamos agora o que aconteceu de mais dantesco na abertura da Semana Pedagógica da rede estadual de ensino de Esperantina.

Todos os envolvidos, ou praticamente quase 100%, desta rede de ensino foram convidados a participarem da abertura e consequentemente dos demais dias em que acontece a Semana Pedagógica.

Professores efetivos, professores contratados através de testes e diretores se fizeram presentes na abertura.

A pessoa, ocupando o único cargo meramente político, de maior hierarquia da rede estadual de ensino em Esperantina não saiu de seu gabinete (poucos metros do prédio onde estava ocorrendo o evento) para dar, pelos menos, as boas vindas aos caros colegas de profissão.

Como é que pode a pessoa de maior posto educacional na rede estadual da cidade não comparecer à Semana Pedagógica? Só mesmo em Esperantina!

Para falar a verdade, acho que esta pessoa não foi ao evento porque seu padrinho político não estava na cidade. 

Quem perde? A educação. 

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