7 de abril de 2016

Modernidade sem passado

Tem almas fazendo de tudo para voltar à vida neste momento de dor.

As figuras mais ilustres e trabalhadoras que um dia lutaram para que Esperantina construísse um patrimônio urbano dos mais invejosos de todo o estado do Piauí agora conferem lá do céu a destruição de mais um prédio feito em meados do século XX - Edifício Tianguá. 

Não muito distante daqui, pela carruagem, termos apenas a paisagem das casas habitacionais do programa federal Minha Casa, Minha Vida.Enquanto isso, os pouquíssimos prédios ainda em pé, inclusive a Igreja Matriz, o casarão da localidade Olho D'água do Negros e a primeira escola da cidade - David Caldas, entram na mira do egoísmo moderno.
Tudo isso sem nenhuma ressalva por conta das autoridades, autoridades estas, independente do Poder - Legislativo, Executivo ou Judiciário, responsáveis, direta ou indiretamente, pela preservação de nossa história, de nossa gente, de nosso trabalho, de nosso passado glorioso, vitorioso e que agora se apaga ao longo da contagem das cédulas de 50 ou 100 reais.

Como ficará nosso futuro se não teremos, em breve, mais passado arquitetônico?
O que diremos aos nossos filhos e netos quanto a importância de preservamos nossas raízes?

Querendo ou não, estes prédios são sim histórias vivas, de muitas famílias que cresceram ao redor dos mesmos e que mais tarde seus filhos continuaram a construir Esperantina.

Enquanto isso, não fazemos nada? Podemos fazer algo? A quem recorrer? Ao Batman ou ao Superman? 

Huum, huuu!


Fto - revistaaz

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