5 de maio de 2016

Quem ganha eleição em Esperantina é GRUPO

Vocês já devem ter ouvido esta exclamação onde diz que eleição não se ganha só.

Seja aqui ou em Marte, ou na baixa da égua, este lema é defendido por este que vos escreve.
No trabalho, em casa, na igreja, em sociedade de uma forma geral nunca se vive só.

E em política não é diferente. Não poderia ser.
Política, ciência do poder. Poder não se exerce só, caso seja é uma ditadura. Se é ditadura, não é no Brasil onde a democracia deve ser respeitada.
Pois bem. 
Sempre que se aproxima mais um momento 'democrático', a lição de casa de cada grupo político, partido político, governo é reunir as forças para conseguirem uma Base política forte que possam competir de igual para igual este momento democrático.

Quem está no governo a tendência é usar a máquina administrativa para se beneficiar dando cargos para amigos e parentes. Nem sempre isso acontece. "Vontade de dar risada agora".
Quanto à oposição, o caminho parece ser a compra, em espécie, da troca de fidelidade partidária ou mesmo a promessa de que caso vença o momento democrático os aliados irão mamar da máquina administrativa da mesma forma que possam mamar em uma vaca no fundo do curral.

Lembram do momento em que Lourival Bezerra estava disputando a Mãe Joana esperantinense contra Francisco Antonio? 
Chico Antonio, mais conhecido assim, candidato a reeleição, por ter feito um governo mais ou menos a cada dia perdia aliados naquele ano.

Por outro lado, Lourival conseguiu reunir figuras carimbadas da política esperantinese. O grupo estava formado. A cada dia este grupo espalhava o que Lourival precisava para vencer o momento democrático de 2012: a esperança de uma Esperantina menos ruim.
Venceu, mais infelizmente a imaturidade administrativa fez com que a esperança fosse embora.

Quatro anos depois, estamos no mesmo momento de dilema quanto ao melhor GRUPO para governar a cidade de Leonardo das Dores.

Uma questão a ser levantada é: os grupos que tendem a serem formados terão coerência política, moral política para nos representar?

Vejamos.

Começaremos pela situação. 

Vilma Amorim hoje anda de 'mãos dadas' com o médico Sampaio. Sampaio estava do lado de Lourival em 2012 e falava muito 'do' PT. PT é o partido de Vilma. E? Huuum, huuum. É importante dizer que o médico Sampaio elegeu seu sobrinho para vereador no ano de 2012. Tem votos ou não têm votos?

Vilma chamou para seu lado o médico Joe. Joe era candidato a vice-prefeito de Lourival. Isso que dizer que não defendia a ideologia petista de Chico Antonio daquela época. Joe têm votos? Quem anda com Joe?

Vilma deu a mão para Thiago Henrique. Thiago Henrique foi secretário de Lourival. Thiago é querido de uma deputada estadual. Este têm votos?

Além desses, o governo que administra atualmente a cidade conta com o apoio do grupo do vice prefeito Jânio Filho. Muitos dizem que este só tem votos dos familiares, apesar de que seu pai, Jânio Aguiar, está para se aposentar como vereador da cidade. Tem ou não têm votos?
Aqui cito um exemplo muito curioso: Hernane Bruno é afiliado ao partido de Jânio Filho, mas defende abertamente o pré-candidato Raimundo Fontinele do PSDB. Parece que o vice prefeito não tem votos nem mesmo de seus aliados.

Tem também o apoio do vereador Zé Germano. Germano tem como reduto eleitoral o maior povoado da cidade - Lagoa Seca, região esta que sempre dar uma boa margem de votos para o partido do atual governo.

E o grupo da única vereadora esperantinense irá ou não subir no palanque de Vilma? Esperar não é mesmo.

Agora perguntamos: esta distribuição de cargos irá mesmo assegurar votos no momento democrático de Outubro? Já ouvi de uma pessoa, que recebe pela prefeitura, que não irá votar em Vilma. De que é a incoerência? Daquele que o empregou mesmo sabendo que não conseguirá seu voto ou daquele que está recebendo e votará em outro? Huuu. Cada um com seus dilemas.

Quantos da Secretaria de Educação, Obras e de Saúde irão pular no barco de outros grupos próximo à tecla VERDE? Estejamos vivos para ver, opas, saber.

Uma agravante desse grupo é a questão que muitos estão afirmando: Vilma empregou mais a oposição do que seus amigos de partido.

Agora falemos do grupo de cima do Morro, seja ele do PMDB ou PSDB, pois os dois são de cima do Morro da Chapadinha.
 
O PMDB por empregar muita gente, seja na Penitenciária, nas fazendas particulares dos integrantes da sigla, no SENAC, no Hospital?, nas escolas estaduais da cidade? ou mesmo com os DAS de cada mês, têm muitos votos. Um caminhão de votos.

O vereador mais bem votado em 2012, Bebê Vitória, é desse grupo. Será que manterá este caminhão de votos para ajudar a eleger o primeiro pmdbista em Esperantina para a cadeira da Mãe Joana?
E o vereador Regys Carvalho ainda tem seu votos que possam ajudar o PMDB? Dizem que o mesmo irá para outro grupo, é verdade vereador?

Tote. Presidente atual da Câmara de Vereadores é do grupo de Marllos Sampaio. Tanto que gostaria de chamar de menino mimado. (risos).
Por ter muito trabalho prestado para o assistencialismo médico, Tote Aristides sempre conseguiu muitos votos.
 
E o que falar de alguns empresários fortes que defendem o grupo do PMDB? Como irão ajudar, pois votos não têm e este ano não podem doar verbas porque está proibido a doação empresarial para campanhas eleitorais?

Um agravante desse grupo é a questão que muitos já perceberam: quem se ajuntam a este grupo, um dia se dar mal.

Quanto ao PSDB, infelizmente vejo que este não passa de um grupinho, terá que se juntar aos dois até aqui citados se quiserem fazer parte de um governo que irá governar Esperantina a partir de 01 de Janeiro de 2017.

Não vejo em Chico Antonio, Leônidas Quaresma e Amancio um trio que possa ajudar o PSDB a vencer esta disputa. Posso está até enganado, não vejo.

Sem falar que muitas águas irão ser bebidas nos próximos dias, principalmente quando o Governador e o presidente da Assembleia começarem a pôr seus dedos neste tão desejado momento democrático de Esperantina.

Fto - webradiocriativa  

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