14 de maio de 2016

Tchau?

Esquerda ou direita?
Em cima ou na lama?

Passamos por um momento de evolução/amadurecimento da democracia ou é o contrário: retrocesso político?
Quem faz a democracia, utopia, é o povo. O povo precisa de regras para se organizar. Organização se faz por pessoas sábias. Pessoas sábias faz a democracia valer a pena. Estamos em falta dessas pessoas.

Voltamos à democracia, depois de vinte e um ano de estagnação de direitos, nos fins de 1980. De lá para cá tentamos aprender que um povo livre é um povo usufrui dos direitos que a Constituição lhes assegura obedecendo de suas obrigações.

Estamos acompanhando o uso demasiado do discurso político democrático em favor de benefícios próprios. Isso é retrocesso.
Falo assim porque se no passado alguém cometeu 'crime' e não foi punido é notório de que este 'crime' não questionado ou porque não deixaram questionar não valia apena ser julgado em benefício de alguém, neste caso da classe política.

Vejamos o que aconteceu. Dilma errou. Pisou na bola. Cometeu uma administração espelhada em erros anteriores. 
Os representantes do povo, os deputados federais, manipulados pelo investigado Cunhão fez uso de seus direitos políticos e começaram o afastamento de Dilma. Legalmente assinado pela Corte Judiciária.

Em tempos atrás, repito, o chefe do Executivo, usando de suas manobras e força política, jamais permitiria isso. Como Dilma estava enfraquecida, não pôde fazer nada se não dar um Tchau.

Mas o Tchau foi à quem?
Para os até então opositores do governo petista, foi um Tchau à Querida Dilma.
Para os até então situação do governo, foi um Tchau à Democracia.

'Tchau Dilma' por conta dos erros cometidos e consequentemente muitas mazelas feitas à sociedade.
Tchau à Democracia por conta de uns podres tirar do poder outros podres, apesar de que todos estes podres foram legitimados ao poder pelo povo.

Ainda iremos acompanhar vários Tchaus nesta democrática nação chamada de Brasil, apesar de que a Democracia é aquela que prevalece os interesses de quem nos governa e não do povão.

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que vocês diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las" (Voltarie).

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