15 de agosto de 2016

Papai você cuida de mim?

- Cuido sim minha princesa.

- Você só não precisa chorar, tá bom?
- Mas está doendo de mais meu pai. É bem aqui, perto da barriga.

- Oh filhinha, vai passar esta dor. Tome este remédio.
- Mais não para esta dor, está doendo de mais!

- Vou lhe levar ao hospital.
- Para tomar um remedinho, é pai? Para ficar boazinha é pai?
- É sim filha neném.
- Então eu vou. 
E assim foi mais ou menos meu Dia dos Pais.

Sabe aquele momento em que você, como responsável por um pequeno ser humano, se sente frágil, quase inútil perante a dor, a fraqueza, a vulnerabilidade de uma criança, de um filho? Sabe não?

Então podemos dizer que ainda não sente o gosto/prazer de ser papai/mamãe.  

Não que eu gostaria de passar o dia dos pais, o meu dia, olhando para os olhos lagrimejados de minha filha adoentada. Não que eu precisava sentir-se um protetor em uma situação como esta, de dor.

"No hospital, um papai chegou para mim e disse: é muito ruim ver uma criança chorando por está doente, mais ainda quando é nosso filho(a).

Pura verdade.
Sabemos dar o verdadeiro valor à figura de papai quando realmente sentimos na pele o que é ser papai, quando o nosso filho precisa da gente e lá estamos para dar a segurança, o conforto, a confiança.

Neste domingo, como filho e como papai senti a grande virtude de podermos ajudar o próximo, principalmente os que mais precisam - nossas crianças.

E que muitos outros dias dos papais possam vim para, nós seres humanos, possamos ainda mais dar valor à esta figura tão importante tanto como as mamães.

Fto - unifiscoassociacao

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