31 de janeiro de 2017

Crise no sistema carcerário

"Quem não estuda, é bem capaz de morar no futuro em um condomínio fechado chamado de penitenciária".

Não sei de quem ouvi esta frase, mas ouvi isso dentro de estabelecimento de ensino da qual fiz parte em um passado não muito distante.

Distante também estou em saber quem realmente está carcerário: os que estão do lado esquerdo ou direito dos muros de uma penitenciária.
Recentemente o termo carcerário está tão comum que senadores, governadores, ex-homem mais rico do país estão usufruindo desse espaço que até então era apenas para 'pé-rapados'.

Classistas que somos, os pé-rapados estão se rebelando contra esta aproximação a homens que até então eram considerados vulneráveis as leis brasileiras aponto de tentarem, a cada semana, fugirem da lotação dos presídios.
Se forem prender todos os contra-leis desse país, começando pelos políticos, logo os pé-rapados não terão espaço nas penitenciárias.
O jeito é construir mais condomínios fechados (chamados de penitenciárias) para que todos perante a lei seja reeducados para uma vida onde o mais importante é sabemos que existem caminhos mais fáceis de caminhar neste complexo mundo chamado direitos iguais.

Caso não queiram "gastar" com espaços como estes, que hoje está mais em pauta do que a própria educação, ainda há tempo de "investir" em métodos mais eficientes e duradouros designados como ESTUDANTES e PROFESSORES.
Os mesmos só querem um espaço aberto, democrático e sem facções que denominamos como ESCOLAS.

Como em qualquer instituição, sempre há desistências, reprovações. 
Trabalhar com GENTE não é fácil mesmo. Começando pelos governantes, dar até para imaginar que logo... logo os 'todos poderosos' carcerários estarão se juntando aos pés rapados para fazerem desistências dos presídios através de fugas orquestradas por facções criminosas que nascem antes mesmo delas serem pressas.

Entre facções institucionalizadas ou não, entre os que realmente estão pressos, dentro ou fora dos presídios, entre os da esquerda e da direita, não dar para imaginar como um Estado não consegue controlar seus moradores de condomínio fechado chamado de Penitenciária. Se não controlam que lá moram, imagine você se o Estado irá algum dia controlar os que habitam fora dos presídios.

Não venham com conversa de celulares, maconha, pedras, facas, serras e tantos outros objetos terem asas para voarem sobre os muros até as mãos dos carcerários muito menos com histórias sobre cultura brasileira onde o melhor remédio para esta super lotação do sistema carcerário seja uma carnificina a cada semana.

Invés de diminuir a população desses presídios, o melhor seria aumentar os índices da educação misturada com projetos interdisciplinares em esporte, empreendedorismo, turismo, meio ambiente, teatro, cinema, etc.

"Eu só sou responsável pelo o que falo, não pelo o que você entende" (Renato Russo).
Fto - hugo-freitas

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