25 de abril de 2017

Ponto Eletrônio: terror ou eficiência?

A prefeitura municipal de Esperantina começou a adotar o Ponto Eletrônico como forma de registrar e 'fiscalizar' o trabalho dos funcionários dos órgãos da administração pública.

Esta política é baseada na Portaria 1.510 do Ministério do Trabalho de 2009, que "obriga" as empresas a a adotar o registro eletrônico de ponto.

Eis que há os dois lados da moeda.
Há quem esteja gostando e há quem esteja odiando este ponto eletrônico.
Nunca chegaremos a um ponto comum, até porque o ponto agora é eletrônico.

A intenção da prefeitura, bem como do Ministério do Trabalho, é tornar os serviços públicos mais eficientes para a sociedade através do verdadeiro trabalho de seus funcionários.

Sabemos que na atividade privada os serviços são bem melhores do que na atividade pública.
E por quê? 

Antes de mais nada, saibam que sou funcionário público e por muitos motivos sou a favor desse ponto, por outro lado sou contra.

Há quem diga que este ponto eletrônico não dará certo no serviço público. Acho que sim.

A prefeitura municipal de Esperantina passou a adotar este ponto eletrônico, em forma de teste, no mês de Março do corrente ano apenas na pasta da Saúde. Logo na pasta da Saúde. Será por quê? kkkkk

De imediato dois médicos pediram licença de seus serviços. Medo da dedada?

Agentes de saúde e principalmente vigias estavam ou ainda estão apavorados com esta política do ponto eletrônico.
Para falarmos a verdade, acho que este ponto irá fazer muita gente sair do costume de não fazer suas obrigações diárias.
Agentes de saúde que devem passar pelo menos uma vez por semana nas casas de sua cobertura, passavam meses sem fazer uma visita se quer, agora pelo menos os moradores poderão fiscalizar se os mesmos estão pelo menos pisando nos Posto de Saúde para registrar o ponto eletrônico.
E quanto aos vigias que apenas recebiam as chaves as 18:00 hs e voltavam para entregar as mesmas as 06:00 hs da manhã?
Quanto a estes, a cada uma hora devem colocar o 'dedão' para o registro. Dormir que é bom, seja no trabalho ou mesmo em casa, será difícil.

E os médicos de 40 horas que "trabalhavam" - ou trabalham - apenas 16 horas sem nenhuma perda salarial? Os mesmo devem chegar no local de trabalho as 07:00 e sair as 13:30 hs, no entanto chegavam - ou chegam - as 09:00 e saem as 11:00 hs dizendo que podem atender apenas 10, 15 pacientes?, como irão fazer para registrar a hora seu ponto de entrada e saída?

Aqui abre um precedente na qual sou contra este ponto: o ponto eletrônico não impedirá as fraudes.
No serviço público sempre há uma maneira de bulir as normas. Com este ponto eletrônico não será diferente. E infelizmente é bem capaz que esta fraude pode acontecer apenas para os bem aventurados da administração pública, se é que vocês me entendem.

Outro 'ponto' negativo é o alto custo para adotar esta política por conta dos altos valores desses equipamentos bem como a manutenção dos mesmos.

Fora isso, qualquer tentativa de melhor os serviços públicos é bem vinda. 

Fto - sindbancarios 

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