Esperantina votou em Haddad
outubro 31, 2018
Por que Esperantina votou, em sua maioria, para Fernando Haddad?
Sei que as respostas são muitas.
De um lado as respostas serão direcionadas para um partido, para uma 'mudança", para questões pessoais.
Já de outro lado, as respostas serão para não termos um candidato novato no comando do Poder Executivo Federal, em resposta a muitos projetos contra os pobres, etc, etc.
Não só Esperantina votou, em sua maioria, para Fernando Haddad. Um político sem muita expressão dentro do PT e também na região Nordeste, região esta que foi a única a da mais votos ao candidato da estrela vermelha.
Os indicadores para explicar esta votação são o assistencialismo social e econômico dado aos mais pobres, mesmo que tenham custado milhões de reais por baixo dos panos, e principalmente a atenção direcionadas a esta classe menos favorecida, ou seja, o reconhecimento. Coisa que a direita nunca dar.
No primeiro turno Fernando Haddad recebeu dos esperantinenses 13.474 votos ou 63,94% dos votos válidos.
Bolsonaro recebeu apenas 4.441 votos ou 21,07%.
Foram 319 votos brancos e 1.069 nulos e uma abstenção (não presença de eleitores) de 5.743.
No 2º Turno Fernando Haddad aumentou sua votação bem como também Bolsonaro.
A questão é que Haddad tem um percentual de aumento na casa de 9.82% enquanto Bolsonaro 5.17%.
Transformando isso em números reais ficou assim:
Haddad - 15.553 votos - 73,76%
Bolsonaro - 5.532 votos - 26,24%
Os votos brancos aumentaram: foi de 319 para 408.
Os nulos também aumentaram: de 1.069 para 1.307.
A abstenção foi de 5.426, 317 a menos do que no 1º Turno.
Esperantina, Piauí, Nordeste não quiseram Bolsonaro. O aspecto histórico/econômico responde este ato nas urnas.
Ao final, sabemos que Bolsonaro conseguiu a vitória, mas também sabemos que esta vitória foi sem o aval dos nordestinos.
A conclusão que chegamos é a seguinte: de cada três eleitores esperantinenses, apenas 1 apoia o presidente eleito.
E esse 1 é bem capaz de ser um rico ou um alienado pelo sistema educacional (ou os dois), pois se realmente quisessem mudança (sem PT e para o melhor do país) teriam escolhido o menos ruim e não o contrário.

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