A política do Asfalto em Esperantina
dezembro 31, 2019
Não é de estranhar que as forças humanas sobressaem sobre alguns acontecimentos naturais urbanos.
A política é uma das ferramentas humanas de transformação do espaço.
Nosso espaço, humano ou natural, altera-se de acordo com os acontecimentos em que o homem se encontra e de como se interagem com os demais agentes de transformação.
Como Esperantina urbana nasceu?
Como vem moldando-se nesses quase 100 anos de vida política?
Desenvolveu, cresceu, inchou ou esvaziou?
Podemos copiar o modelo urbano esperantinense como exemplo de cidade urbanizada adequada no que diz respeito viver bem e dignamente?
E quais são os processos que fazem de Esperantina uma cidade a cada dia melhor estruturada para com que sua gente viva de forma mais segura e harmoniosa seja entre si ou com o meio natural?
Sejamos sinceros, pavimentação asfáltica não é sinônimo de qualidade de vida.
Em alguns países ao redor do mundo o uso de asfalto é atraso econômico e ambiental.
Asfalto é considerado lixo.
No entanto, já países em desenvolvimento como o Brasil, onde boa parte de nossas cidades não há saneamento básico quanto a alguma pavimentação pública, asfalto é sinônimo de riqueza, de transformação, positiva, social e melhoria da qualidade de vida.
De certa forma temos visto que Esperantina nesse início de século XXI têm recebido pavimentação asfáltica. De forma tímida, mas têm recebido.
A grande questão é que este asfalto não tem atendido aos anseios dos mais necessitados, mas sim os interesses dos políticos.
Portanto, ruas fora de cogitação, sem muito fluxo populacional, tem sido beneficiadas por estes asfaltos.
Enquanto outras ruas com maiores fluxos populacionais, mais dinâmicas e voláteis não tem receberam esta cobertura asfáltica.
O último exemplo dessa política concentrada de poder é a foto acima.
Se você quiser ir do Centro da cidade ao maior (em extensão territorial) bairro de Esperantina chamado Nova Esperança você tem 9 ruas de acesso.
Duas dessas 09 são asfaltadas. São as mais importantes, as com maior fluxo - Francisco Fortes e Juarez Távora.
Entre as outras 7 ruas de acesso ao Bairro Nova Esperança, uma é mais bem localizada quanto e muito mais movimentada devido à sua localização no meio do Bairro.
A rua em questão é a "Santos Dumont".
E por incrível que pareça, os políticos locais decidiram, nessa última política do asfalto em que Esperantina foi agraciada, asfaltar uma rua sem muito fluxo, sem muito movimento e deixaram de asfaltar a Rua Santos Dumont.
A Rua Professora Meire Fernandes de Carvalho foi a escolhida.
Por quê? Porque mesmo? Quais foram os critérios? A Santos Dumont não estava preparada para receber este asfalto? Algum petista da nata mora nessa rua?
Então fica nossa conclusão de que rua para receber asfalto em Esperantina precisa ter algum agente político que irá se beneficiar.
Quanto vergonha!

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