Pacientes de Esperantina reclamam do hospital regional Chagas Rodrigues em Piripiri
abril 28, 2026Não basta ficar doente em Esperantina, é preciso sofrer ainda mais quando é transferido para o hospital regional Chagas Rodrigues na cidade de Piripiri-PI.
A saúde pública é um direito garantido pela Constituição, mas, na prática, essa garantia ainda parece distante da realidade de milhares de piauienses, especialmente na região Norte do estado do Piauí. A precariedade dos hospitais não é apenas um problema administrativo — é uma questão humanitária, que impacta diretamente a dignidade e a vida da população.
Há anos as autoridades políticas prometem transformar o hospital estadual Júlio Hartman, em Esperantina, em uma referência da saúde no estado.
Sequer tratam de uma fratura exposta. A mão de obra não é das piores, porém, os equipamentos não são à altura dos direitos dos pacientes, seja de Esperantina ou das cidades circunvizinhas.
Em diversas cidades do norte do Piauí, o cenário é preocupante: falta de médicos especialistas, escassez de medicamentos básicos, equipamentos sucateados e estruturas físicas deterioradas.
Pacientes aguardam horas — às vezes dias — por atendimento, enquanto profissionais da saúde trabalham sob pressão, sem as condições adequadas para exercer suas funções com qualidade e segurança.
O resultado disso é um sistema que não consegue responder de forma eficiente às demandas da população. Casos simples acabam se agravando por falta de atendimento imediato, enquanto situações mais complexas exigem deslocamentos para centros maiores, como a capital, Parnaíba ou mesmo Piripiri.
Quanto à esta última cidade, chega até nós várias reclamações de pacientes e parentes de pacientes quanto a estrutura do hospital regional Chagas Rodrigues.
Além do sofrimento na cidade de Esperantina, quando um paciente é transferido para a cidade de Piripiri os problemas têm continuado ou até mesmo aumentado.
"São horas na espera nos corredores do hospital, falta de profissionais, falta de medicamentos, falta de humanidade", relatam uma das parentes de paciente recentemente transferida para aquela cidade.
"Minha mãe está com mais de 24 horas esperando atendimento, ela (mãe) tem 71 anos e estar com fratura exposta e nada de solução do problema. Minha mãe está sentido dor e nada é feito", declara outra parente de paciente, também recentemente transferida de Esperantina a Piripiri.
A precariedade hospitalar no norte do Piauí não pode ser naturalizada.
É preciso romper com o ciclo de descaso e exigir ações concretas: investimentos em infraestrutura, valorização dos profissionais de saúde, ampliação do atendimento e descentralização dos serviços.
Mais do que promessas, a população precisa de resultados.
Enquanto isso não acontece, vidas continuam sendo colocadas em risco diariamente. E isso, em um país que se propõe a garantir saúde para todos, é inaceitável.
"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire
Fto - 180graus

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