Aulas foram reduzidas para haver a Festa das Mães em Esperantina
maio 11, 2026Em muitas cidades brasileiras, principalmente no interior, tornou-se comum a redução ou até mesmo a suspensão de aulas para a realização de festas, eventos culturais, comemorações políticas ou programações festivas promovidas pelo poder público.
Embora cultura e lazer sejam importantes para a sociedade, é necessário refletir: até que ponto é aceitável comprometer o calendário escolar em nome da diversão?
A escola deve ser tratada como prioridade absoluta.
O tempo de aprendizagem perdido dificilmente é recuperado de forma eficiente. Quando aulas são reduzidas, os maiores prejudicados são os estudantes, especialmente aqueles da rede pública que já enfrentam inúmeros desafios educacionais, como falta de estrutura, dificuldades de leitura e baixo rendimento em disciplinas essenciais.
É evidente que festas populares fazem parte da identidade cultural de um povo. Eventos juninos, aniversários da cidade, shows e festividades tradicionais como a Festa das Mães movimentam a economia e fortalecem a cultura local.
Porém, não é razoável que essas atividades interfiram diretamente no direito à educação. O calendário escolar existe justamente para garantir a carga horária mínima exigida e preservar o processo de ensino-aprendizagem.
Em uma cidade como Esperantina onde as festas são realizadas para castrar o senso crítico da população, este tipo de atitude não é estranho de ser ver.
No último dia 07 de maio as aulas da rede municipal de Esperantina, urbano e rural, foram reduzidas na parte da tarde para que os ônibus escolares pudessem levar as mães dos estudantes à Festa das Mães realizada pela prefeitura da cidade.
O evento ocorreu no Centro Esportivo da cidade. Muitas mães se fizeram presentes, mas não foram elas as estrelas do momento.
Quem quis brilhar mais na festa sequer é mãe. Lamentável.
As festas juninas vêm aí e provavelmente as aulas sofrerão novamente alterações para o costume festivo da cidade não se perder.
Arrocha, arrocha, arrocha.
"Para criar inimigos não é preciso declarar guerra, basta dizer o que pensa" - Martin Luther King

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