A seleção brasileira perde para seu excesso de emoção
julho 06, 2026A era dos mimados chegou ao fim.
Desde que o cai-cai passou a liderar a turma dos mimados, a seleção passou a viver, ainda mais, do passado, de uma cor de camisa, de uma quantia de estrela no peito, de elevação midiática sem freio.
O ciclo mais apaixonado, e consequentemente menos racional, chega ao fim por meio dos pés e cabeça eficiente e eficaz de um jovem loiro norueguês.
Não era difícil de imaginar que uma seleção que teve quatro anos de grandes dificuldades esportivas e gerenciais de uma CBF preocupada em apenas ganhar dinheiro, tivesse este fim melancólico.
Há 36 anos o Brasil não tinha um péssimo desempenho em copa do mundo. O que explica isso?
O amadurecimento racional. O futebol evoluiu e com ele a cada dia a emoção é menos importante dentro de campo.
O Japão, seleção de grande evolução futebolística dos últimos anos, é prova disso.
A seleção brasileira pela primeira vez teve dificuldades até de se classificar para uma copa do mundo. Se foi difícil se classificar enfrentando apenas adversários sul-americanos, o que esperar de uma seleção brasileira ao enfrentar seleções europeias?
Nada mais, nada menos do que o racional: derrota.
Das 5 seleções sul-americanas classificadas para a pior copa do mundo de todos os tempos - a de 2026, o Brasil foi a última, ou seja, a quinta. Quase não se classificou.
Com este desempenho nas eliminatórias, ter chegado às oitavas de final é um prêmio para a seleção Brasileira.
Ninguém mais tem medo da seleção brasileira, pois a seleção vive do passado, da emoção, não se põem à altura do futebol atual, onde a força emocional é a menor que deve existir dentro e fora de campo.
A dica foi dada.
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