Contratados merecem respeito, não humilhação

julho 05, 2026


Esperantina não está melhor. Apenas passa por uma massificação de informação distorcida da realidade para vender uma imagem positiva.

A política partidária tem disso. Não deveria. A essência da Política, com P maiúsculo, vai muito além do que querem subtrair.

Em praticamente todos os municípios brasileiros, os servidores contratados desempenham um papel essencial no funcionamento da máquina pública. 

Estão nas escolas, nos postos de saúde, na limpeza urbana, na assistência social e em diversos outros setores que garantem o atendimento diário à população. 

No entanto, em muitas administrações, esses trabalhadores acabam sendo tratados como se fossem cidadãos de segunda categoria.

A condição de contratado não retira de ninguém a dignidade. Muito menos autoriza gestores, secretários ou superiores hierárquicos a praticarem humilhações, ameaças ou perseguições. O respeito ao trabalhador deve ser um princípio básico da administração pública, independentemente do vínculo empregatício.

E porque ainda existem muitos contratados na administração pública, em especial das pequenas e médias cidades do país? 

As limitações de contratados estão sendo impostas pela Constituição. Isso é bom.

Infelizmente, ainda é comum ouvir relatos de contratados que vivem sob constante pressão. Alguns têm receio de expressar opiniões, de reivindicar melhores condições de trabalho ou até mesmo de exercer direitos básicos por medo de perder o emprego. Outros são submetidos a cobranças excessivas, tratamento desrespeitoso ou constrangimentos que jamais deveriam fazer parte do ambiente de trabalho.

Que diga os da cidade de Esperantina, norte do estado do Piauí, nordeste do Brasil.

Por estas bandas teve contratados sendo exigidos em declarar em qual vereador vota. Contratados estes por meio de processo seletivo. Imaginem os que são indicados pelos vereadores.

É importante lembrar que a administração pública existe para servir à população e deve ser guiada pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios também exigem um ambiente de trabalho saudável, onde prevaleçam o respeito e a valorização das pessoas.

Leram direito: Impessoalidade.

Nenhum gestor pode obrigar um contratado que presta serviço na área da educação, por exemplo, a fazer um serviço da/na saúde, cultura ou mesmo da assistência social, etc.

É notório muitos contratados de Esperantina serem vistos realizando trabalhos fora do expediente, em outras pastas, principalmente quando se trata de organização de festas.

Decoração natalina deve ser montada pela própria empresa contratada para tanto.

E falar em festas, mais uma festa vem aí em Esperantina. Trata-se do festival junino.

Os grandes administradores são aqueles que sabem cobrar resultados com educação, reconhecer o esforço de suas equipes e manter o diálogo aberto, mesmo diante das dificuldades.

Os contratados não pedem privilégios. Pedem apenas aquilo que qualquer trabalhador merece: respeito, consideração e tratamento digno. Afinal, são eles que, diariamente, ajudam a manter os serviços públicos funcionando e atendem milhares de cidadãos que dependem da atuação do poder público.

Valorizar quem trabalha não é um favor. É uma obrigação moral e administrativa.

O serviço público não é cabide de emprego para garantir votos a cada eleição. 

Aproveitamos o ensejo e pedimos que a cidade de Esperantina realize o quanto antes um grande concurso público. Se espelhem em governos do PT que tem realizado muitos, garantindo assim a estabilidade econômica e profissional.

"O mal nasce onde o pensamento se ausenta" - Hannah Arendt 

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