Terminou em pizza
julho 05, 2026Na cultura popular brasileira, a expressão "terminar em pizza" tornou-se sinônimo de algo que começa cercado de expectativa, promessas e discursos inflamados, mas acaba sem qualquer consequência prática.
Embora tenha surgido em outro contexto, a frase se encaixa perfeitamente em muitos eventos políticos que vemos pelo país.
Deixa eu ver uma coisa: quem veio, um por um, assinaram a lista de frequência? Muito bem. Voltem tranquilo e saibam que não serão demitidos.
É comum presenciar grandes encontros, convenções, inaugurações e solenidades repletas de autoridades, aplausos, bandeiras, carros de som e discursos otimistas. Fala-se em desenvolvimento, compromisso com o povo, transparência e transformação. No entanto, passados alguns dias, o cidadão volta à sua rotina e percebe que pouco ou nada mudou.
As promessas permanecem no papel, as obras não saem do lugar e os problemas continuam exatamente os mesmos.
Quando um evento político termina em "pizza", quem perde não é um partido ou um adversário. Quem perde é a população, que deposita esperança em soluções concretas. O eleitor não precisa apenas de belas palavras ou de fotografias para as redes sociais; ele precisa de resultados. Saúde funcionando, educação de qualidade, ruas bem cuidadas, iluminação pública eficiente e oportunidades de emprego falam muito mais alto do que qualquer palanque.
A coisa bagunçou mesmo. Estamos servindo até o coordenador de/do Teatro. Nam!
Outro aspecto preocupante é quando esses eventos servem apenas para alimentar vaidades pessoais ou fortalecer alianças eleitorais, deixando o interesse coletivo em segundo plano. A política deixa de ser instrumento de transformação e passa a ser um espetáculo cuidadosamente produzido para gerar repercussão momentânea.
Não podemos deixar de mencionar que mesmo terminando em pizza, o preço a pagar por tudo isso é muito alto.
Precisa-se de transporte, combustível, alimentação, incluindo a própria pizza, há os espertos das diárias constitucionais, etc.
De onde saem estes recursos. Fiquemos de olhos abertos.
Cara, crachá, cara, crachá!
Fto1 - caricaturasrafaelnews


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