Contratação de excepcional interesse público dobrou em Esperantina nos últimos meses
setembro 11, 2026Ao tempo que muitos servidores públicos vão se aposentando da administração pública, enquanto os gestores municipais não fazem concurso público para preencher estas vagas abertas, enquanto a Justiça não determina aos gestores que façam tais concursos, ao tempo que mais uma campanha eleitoral está curso, é ou não é de estranhar que as contratações por tempo determinado duplique ou até triplique?
A cidade de Esperantina parece que vive tudo isso.
Em janeiro, a cidade de Esperantina tinha 378 contratações de excepcional interesse público. Eram 378 homens e mulheres trabalhando para a prefeitura sem concurso público, com direitos trabalhistas limitados e cargas horárias bem diferenciadas.
Hoje, findado o mês de agosto, pois estas são as últimas informações do Portal de Transparência da cidade de Esperantina, a cidade que não faz concurso público - Esperantina - conta com 867 contratações de excepcional interesse público.
São motoristas, professores, enfermeiros, auxiliares, visitadores, etc., etc.
Não sabemos que interesse é esse, mas sabemos que o aumento foi de quase 500 pessoas na administração pública sem concurso público contribuindo assim para o inchaço da máquina pública.
Se tem tantas vagas para serem preenchidas, cadê a Justiça para determinar que a Prefeitura realize o quanto antes um vasto e importante concurso público?
Enquanto isso, observamos reuniões políticas lotadas de pessoas contratadas que são convidadas a participarem, pois caso não participem correm o risco de perderem o cargo.
Seria uso da máquina pública em benefício eleitoral? Se configurar tal ato, a legislação eleitoral proíbe tal atitude.
Até cadeiras e mesas de empresas prestadoras de serviço para a prefeitura não podem ser usadas nestas reuniões políticas, imagine contratar pessoas somente para garantir mais votos. Isso que não pode mesmo.
Caso se comprove tais atos, é preciso investigar a fundo. Com a palavra, os homens e mulheres da Justiça Eleitoral.
"Para criar inimigos não é preciso declarar guerra, basta dizer o que pensa" - Martin Luther King

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