O objetivo de 20 mil votos passou foi longe - a prefeita não transferiu seus votos

outubro 06, 2026


As urnas nem sempre entregam o resultado desejado.

Neste momento podemos dizer que o Povo é o verdadeiro patrão da democracia. Seus representantes, os funcionários. Não esqueçamos.

Em uma eleição, nem sempre o resultado das urnas corresponde às expectativas construídas durante a campanha. Há quem faça projeções, reúna lideranças, percorra comunidades, organize eventos e acredite ter criado uma estrutura capaz de garantir uma determinada quantidade de votos. 
Mas, quando chega a apuração, a realidade pode ser bem diferente.

Foi cogitado nos bastidores da política esperantinense entre os apoiadores da base governista da prefeita de Esperantina, chegando a especulação de que a cogitação teria saído do próprio 'morro', uma votação de aproximadamente 20 mil votos para cada um dos candidatos da prefeita na cidade de Esperantina.

A frustração de não alcançar a votação desejada faz parte da própria dinâmica democrática. O eleitor não é uma peça previsível de uma engrenagem política. Ele pode ouvir, acompanhar, prometer apoio e, no momento decisivo, escolher outra opção — ou simplesmente não comparecer às urnas.

E parece que foi isso que aconteceu: muitos contratados da prefeitura não teria atendido as pressões e votaram em outros candidatos.

É nesse momento que surge uma pergunta importante: onde estava o erro de cálculo?

Talvez tenha havido uma superestimação da força política de determinadas lideranças. 

Disso não tenhamos dúvida.

Talvez algumas promessas de apoio não tenham se concretizado. Talvez a campanha tenha confundido presença em eventos, fotografias, reuniões e manifestações públicas com intenção real de voto. Será?

A urna eletrônica não mede quantidade de reuniões, tamanho de carreata ou número de pessoas em uma fotografia. Ela registra votos.

Isso quer dizer que uma prefeita que obtém 21.182 votos em uma eleição municipal não consegue transferi-los em uma eleição estadual aos seus candidatos. Enquanto a prefeita obteve 81% de aprovação, a mesma só conseguiu transferir 41% ao seu candidato a deputado federal.

Na situação para candidatura estadual, a situação foi ainda pior: só conseguiu transferir 37,9%.

Somando os dois candidatos - estadual e federal - não deu 21.182 votos. Deram apenas 20.510.

Por isso, uma votação abaixo da expectativa deveria ser encarada menos como motivo para procurar culpados e mais como oportunidade para reflexão. A reflexão é: quem dos nossos nos traiu?

Também é preciso compreender que o eleitor tem autonomia. Apoiar uma candidatura é uma decisão individual, e nenhuma liderança política possui controle absoluto sobre o voto de uma comunidade. 

No fim das contas, a eleição deixa uma lição simples: expectativa não é voto, promessa de apoio não é voto e fotografia de campanha não é voto. Voto é aquilo que aparece na urna.

Neste aspecto, a municipalidade mais perdeu do que ganhou.

Muitos esperantinenses ganharam apostas financeiras devido a esta baixa quantidade votos na cidade para os candidatos da prefeitura.

Fto - cidadeemfoco

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