26 de fevereiro de 2015

Métodos Pedagógicos.

O método pedagógico é o caminho que o professor segue para educar os alunos.
Todo método é construído sobre teorias da aprendizagem e leva em conta o objetivo do ensino. Ele é importante nos primeiros anos de escolarização, principalmente na alfabetização, quando se espera que o aluno construa um arcabouço psicológico e intelectual que lhe sirva de base para seguir se desenvolvendo.

No decorrer da história, formalizaram-se diversas teorias de aprendizagem e, por consequência, variados métodos de ensino. Atualmente, a maioria das escolas não segue um único método, mas sim uma mescla de ideias. Veja alguns dos principais métodos pedagógicos em uso no Brasil.
ENSINO TRADICIONAL:
Herança das escolas públicas francesas do período iluminista, no século XVIII, as escolas que seguem o ensino tradicional costuma ter um currículo com ênfase no conteúdo. O professor está no centro do processo como o grande transmissor de informações. O aluno deve demonstrar que compreendeu o que o professor ensinou, submetendo-se a sistema de avaliação que aferem a quantidade de informação absorvida. Criticado nas décadas de 1970 e 1980, o ensino tradicional volta a ganhar espaço nas escolas brasileiras no fim dos anos 1990.

MÉTODO CONSTRUTIVISMO
Método de aprendizagem baseado na teoria desenvolvida pelo psicólogo suíço Jean Piagt (1896-1980). No construtivismo, o aluno está no centro do processo de aprendizagem. Cabe ao docente pôr os alunos diante de situações variadas de modo que eles próprios busquem soluções e construam o conhecimento com base em suas experiências pessoais. O professor deve estimular nos estudantes a curiosidade rumo à descobertas de novos conceitos, respeitando o desenvolvimento e o amadurecimento de cada um. Seguidora de Piaget, a psicóloga argentina Emília Ferreiro (1936-) analisou o processo de alfabetização construtiva. Emília deslocou a importância do ensinar para a do aprender.

MÉTODO MONTESSORI
Desenvolvida pela médica italiana Maria Montessori (1870-1952), era destinado originalmente à educação de crianças portadoras de deficiências mentais. Depois, foi estendido a qualquer criança. Pretende estimular o espírito de iniciativa e a responsabilidade da criança sobre o próprio aprendizado. Por intermédio da autoeducação, ela deve alcançar maior domínio sobre seu corpo e sobre o meio em que vive. Materiais didáticos variados criados pela própria autora, ativam as percepções sensoriais e motoras do aluno. As tarefas do dia a dia fazem parte do currículo. As crianças devem cuidar, por exemplo, da limpeza da sala de aula.

MÉTODO PAULO FREIRE
Processo de alfabetização de adultos desenvolvido pelo educador pernambucano Paulo Freire (1921-1997). Para Freire, o domínio da leitura e da escrita é uma forma de conscientização, participação e superação de situações de opressão social. O objetivo, então, é fazer com que os adultos aprendam a ler e a escrever de forma crítica e contextualizada, e não mecânica. O método Paulo Freire está associado ao movimento de educação popular e aos centros de cultura popular que se formam no início da década de 1960, principalmente nas regiões mais pobres do país, e tem como base os trabalhos e as discussões em grupo. A fase inicial é o levantamento do universo vocabular - palavras e expressões típicas ligadas ao trabalho de cada integrante e com significado e sentido emocional no contexto do grupo. Desse conjunto são selecionadas palavras geradoras, que, decompostas em seus elementos silábicos, permitem a construção de novas palavras.

MÉTODO WALDORF
Baseado na antroposofia, doutrina criada pelo pesquisador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), o método pretende obter o desenvolvimento harmonioso do ser humano, integrando os aspectos físico, emocional e espiritual. Foi empregado pela primeira vez com filhos dos operários da fábrica Waldorf-Astoria, na Alemanha. Nas escolas que seguem o método, os alunos são agrupados por faixa etária, e não por série, respeitando as diferentes etapas do desenvolvimento biológico durante o processo de aprendizagem. O professor acompanha a mesma turma do início dos estudos até os 14 anos. A alfabetização completa-se na 2ª ou 3ª série. Valoriza, além das disciplinas convencionais, a formação ética e estética: os estudantes têm aulas de música, trabalhos artesanais e teatro.

Contricuição: almanaqueabril
Fto - m.folhavitoria

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