Copa Norte de Futsal: meteram a mão na equipe do Morro do Chapéu

janeiro 26, 2026

Quando a Copa Norte de Futsal foi especulada a se tornar profissional, ainda na décima nona (XIX) edição, poucos perceberam as vantagens que trariam ao evento, aos organizadores e à cidade de Esperantina de uma forma em geral.

De lá para cá, há 7 anos, é notório o declínio da competição, falamos em todos os aspectos.

A marcar ainda é forte, precisa dar um passo a mais no degrau do esporte amador rumo ao profissional.

Depois de décadas sem uma identidade esportiva devido os gestores municipais passados não terem a concepção do valor do esporte na autoestima, identidade, paixão de um povo, a cidade do Morro do Chapéu do Piauí, norte do estado do Piauí, sob o comando de um jovem desportista, tenta dar seus primeiros passos na estruturação e formulação do esporte local de forma ativa e contínua.

As modalidades principais até aqui têm sido o futebol e o futsal.

Este último tem recebido a devida atenção dos gestores municipais, em especial do gestor Erikson Fenelon, a ponto de resultados positivos já fazerem parte da realidade tanto dos atletas e comissão técnica, como da própria torcida em massa.

No último sábado, por exemplo, dia 24 de janeiro, a equipe do Morro do Chapéu venceu o grande torneio de futsal da localidade Capim Grosso - Leões - (cidade de Luzilândia). A competição reuniu o mais alto nível do futsal da região.

Contudo, na mais expressiva competição da modalidade na região norte do Piauí, Maranhão e Ceará, estamos falando da Copa Norte de Futsal, a equipe do Morro do Chapéu estava lutando para ser campeã pela primeira vez.

O time estava bem montado, um treinador à altura e uma torcida totalmente envolvida no apoio e incentivo à seu time.

Até aqui tudo bem.

Bastou a equipe chegar às quartas de final contra a fortíssima equipe de Joaquim Pires para que forças externas metessem a mão no sonho de ser campeã.

3 x 1 para Joaquim Pires. 

A equipe do Morro do Chapéu cresce, e com ela a torcida, consegue fazer o segundo gol e encostar no placar.

Restava apenas um gol para o empate e consequentemente a virada. Morro do Chapéu jogava melhor. Foi para cima e em uma jogada dentro da área um jogador de Joaquim Pires meteu a mão na bola. 
Penalidade nua e crua. 

Os olhares dos árbitros não viram assim e dessa forma foi metido novamente a mão, não na bola, mas no sonho da equipe do Morro do Chapéu empatar, virar o jogo, vencer a partida e seguir vivo na competição.

A mão na bola foi tão explicita que os jogadores do Morro do Chapéu parara de jogar enquanto isso os adversários seguiram a jogada e marcaram o seu quarto gol: 4 x 2 até aqui.

Um balde de água fria na equipe, na torcida em geral.

Os torcedores do Morro do Chapéu, enraivecidos com o erro brutal da arbitragem, baixou o nível e erraram feio ao jogarem garrafas pets, cheias e vazias, dentro de quadra.

O jogo foi interrompido por alguns minutos.

Quando voltou, as duas equipes ainda marcaram um gol cada e o jogo terminou 5 x 3 para Joaquim Pires.

Joaquim Pires venceu, mas não mereceu. 

Com erros assim é que a discussão de tornar a competição profissional deveria voltar a ser realizada.

São meses de treinamento, são investimentos altíssimos para que erros bobos acabem com tudo isso.

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire.

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