Quando a propaganda pesa mais do que a realidade

fevereiro 25, 2026


A comunicação pública é necessária, e até obrigatória em certos casos, afinal de contas, a população tem o direito de saber o que está sendo feito com o dinheiro público. O problema começa quando a propaganda pesa mais que a realidade.

Quem não mora em Esperantina imagina que a cidade vive um paraíso administrativo.

Não estamos a demonizar a comunicação oficial. Comunicar sobre as campanhas de vacinação, matrículas escolares, serviços de saúde, audiências públicas, festas com fogos de artifícios barulhentos, obras em andamento é até uma obrigação do poder público.
Nos últimos anos, sob a administração da centro direita do MDB, Esperantina saiu do plano real para se destacar, com valores altos, no mundo virtual.

Toda a mídia é focada na pessoa física, propaganda pessoal, e não na pessoa jurídica, ou seja, nos órgãos da administração pública.
Prefeitura, secretarias e autarquias não fazem nada em Esperantina. Apenas a pessoa física.

Os valores do marketing são direcionados em vídeos nas redes sociais, lives, jingles, portais de todo o estado, etc.
No momento Esperantina conta com um novo coordenador da comunicação local. O mesmo está ligado diretamente não à secretaria de comunicação, mas das finanças.

E muitos canais de comunicação, da cidade e do estado, estão vinculados a divulgar as "bem feitorias" do poder público municipal.
Devem está ganhado rios de dinheiro para isso.
A cada sinal de polêmica ou denúncias contra o poder público local, logo as mídias que formam a base são acionadas a divulgarem ações da municipalidade como forma de abafar os supostos erros e desvios de condutas, seja da própria municipalidade, seja de algum agente público do primeiro escalão.

É preciso defender o equilíbrio entre o mundo virtual, onde tudo parece ser maior, melhor e mais bonito, e o mundo real onde muitos dos problemas do passados foram multiplicados por 2.
Além disso, há o risco de confundir comunicação institucional com promoção pessoal. A publicidade pública deve servir à população, não ao ego ou ao capital político de gestores. E isso a municipalidade já foi chamada a atenção pela justiça meses atrás.

Para este ano eleitoral, onde dois agentes políticos ligados à base da governança esperantinense precisam ser promovidos junto à opinião pública, fiquemos de olhos bem aberto para detectarmos se a comunicação legal da prefeitura está sendo usada para esta promoção pessoal/política.

No fim das contas, a população não precisa de efeitos especiais para reconhecer uma boa administração.

"De erro em erro, vai-se descobrindo a verdade" - Freud

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