Esperantina não vai ganhar o memorial de Leonardo das Dores Castelo Branco

março 15, 2026


"Assim parece ser, quando me lembro de você" - disse um dia Renato Russo.

O Piauí acaba de comemorar 203 anos de sua inesquecível batalha que deu ao Brasil os primeiros passos para a libertação.

Na batalha lá estava Leonardo de Nossa Senhora das Dores Castelo Branco, um sábio e esperançoso esperantinense.

Dali nascia um novo Brasil.

As memórias ficaram no papel por estas bandas de Esperantina.

Há quatro anos se cogitou construir em Esperantina um memorial em homenagem ao grande herói brasileiro, piauiense, esperantinense - Leonardo das Dores Castelo Branco.

Construir um memorial é muito mais do que levantar concreto, pedra ou ferro em praça pública. É mais do que promessa política.

Um monumento nasce da intenção de marcar a memoria de um povo, homenagear uma história, valorizar uma identidade ou eternizar um feito que a comunidade considera importante. Isso se chama SÍMBOLO.

Quem não é de Esperantina e tem ego acima do normal, ou seja, precisa constantemente de aplausos, de validação externa, não vai construir um monumento em homenagem a esperantinense a ponto de lhe tirar o foco midiático e político partidário.

O secretário municipal de educação tem até uma boa vontade de construir este memorial, mas não tem autonomia e por cima sua chefe não tem estes princípios de valorizar os outros, os esperantinenses e suas histórias, em especial aquele que um dia libertou nossa gente das garras da opressão estrangeira.

Quando uma cidade decide construir um monumento, ela está dizendo o que considera digno de ser lembrado. 

Por isso, essa decisão não deveria ser tomada apenas no gabinete, mas debatida com a população. Afinal, todo monumento carrega uma mensagem política, cultural e social. Ele revela quem é exaltado, que memória ganha espaço e quais vozes continuam esquecidas. Não é mesmo?

"Posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la" - Voltaire

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