Esperantina vive uma onda de perseguição política?

março 12, 2026


Perseguição política não desenvolve uma cidade, tão pouco cria um ambiente democrático, republicano, de respeito e diálogo e compromisso com a valorização dos munícipes.

Perseguição política se refere a atos deliberados de hostilidade e penalização contra indivíduos ou grupos por suas convicções políticas e pode se manifestar de diversas formas, especialmente em contextos de repressão e controle social.

Em uma democracia, o poder público deve servir à população sem distinções. A prefeitura não é propriedade de um grupo político nem instrumento de vingança contra adversários. 

Servidores sendo transferidos sem justificativas, profissionais afastados por divergências ideológicas, vereadores sendo calados e consequentemente submissos, comunidades que deixam de receber serviços por não apoiarem determinado grupo, tentativas de silenciar vozes críticas, ruas que não recebem os devidos cuidados por ter moradores que tem pensamento político contrário, celetistas da educação que precisam passar por provas escritas, provas didáticas e fornecimento de vereadores que apoiam, são exemplos de hostilidades e controle social e político.

Quando isso acontece, a gestão pública deixa de cumprir seu papel fundamental: atender ao interesse coletivo.

É preciso lembrar que quem ocupa um cargo público o faz de forma temporária. 
Prefeitos, secretários e gestores passam, mas as instituições e a população permanecem. 
Usar a máquina pública para retaliar adversários políticos não demonstra força administrativa — pelo contrário, revela fragilidade democrática e falta de compromisso com o bem comum.

Além disso, a perseguição política gera um ambiente de medo e desconfiança. Servidores deixam de trabalhar com liberdade, cidadãos evitam se manifestar e a crítica — que é essencial para o aperfeiçoamento da gestão pública — passa a ser vista como inimiga. 
Uma administração que teme o debate e reage com represálias mostra que perdeu o rumo do diálogo democrático.

Isso não é amor, isso não é valorização. 
Podemos dizer que isso pode levar ao adoecimento mental não só dos servidores, mas de toda a população. 
O medo se instalou. Quem não está gostando, sente na pele o dedo na cada, a batida na mesa, o grito como voz e a mídia como realidade.

Governar exige maturidade política. Significa compreender que divergências fazem parte do processo democrático e que opiniões diferentes não devem ser tratadas como ameaças, mas como oportunidades de melhorar as políticas públicas. 
Quando uma prefeitura decide perseguir, em vez de dialogar, quem perde é toda a sociedade.

Indicados dos políticos Bebé Vitória e Zé Cláudio, ambos deixaram o governo por não concordar mais com tanta austeridades, estão descobrindo a verdadeira prefeita que tem.

Mais do que nunca, é fundamental que a população esteja atenta. 
A democracia se fortalece quando cidadãos cobram transparência, respeito e igualdade de tratamento. 
Afinal, a prefeitura existe para servir ao povo — a todos os cidadãos, independentemente de sua posição política.

"De erro em erro, vai-se descobrindo a verdade" - Freud

Fto - imagemdeIA

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