Internautas de Esperantina desconfiam de pesquisa eleitoral
março 16, 2026Em tempos de disputa política acirrada e baixa de popularidade devido a várias derrotas no campo partidário, uma cena tem se repetido com frequência: sai uma pesquisa eleitoral.
Os números são divulgados e, logo em seguida, uma enxurrada de comentários toma conta das redes sociais.
Uma página de comunicação na rede social Instagram - Esperantina em Pauta - realizou duas enquetes (um tipo de entrevista direta) junto aos seus seguidores.
A página tem mais de 13 mil seguidores, mais ou menos 41% do eleitorado esperantinense.
Muitos internautas, ao redor do Brasil, dizem que pesquisa não retrata o sentimento das ruas. Outros afirmam que os dados são manipulados. E há ainda aqueles que simplesmente rejeitam qualquer levantamento que contrarie suas próprias convicções.
E o resultado da consulta virtual do "Esperantina em Pauta" retrata muito bem este sentimento aqui em Esperantina.
Para o levantamento virtual, 64% não acreditam que a popularidade da prefeita de Esperantina esteja realmente na casa de 83%, como diz uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Credibilidade.
E para piorar a situação da imagem da gestora municipal devido os últimos acontecimentos, 91% dos seguidores da página dizem que não foram entrevistados ou sequer souberam de tal pesquisa na cidade.
O fato é que, para muitos internautas, a pesquisa eleitoral deixou de ser vista como instrumento estatístico e passou a ser enxergada como peça política.
É claro que pesquisa não é adivinhação. Pesquisa é retrato de um momento, feita com base em metodologia, margem de erro e recorte específico.
Também não se pode ignorar que há razões para a desconfiança. O histórico de comportamentos fora do mundo real, a falta de bons modos no tratamento às famílias e lideranças da cidade, a vira volta na sustentação da base de situação ao governo municipal, os possíveis escândalos de perseguição política, casa da Esperança em Teresina, compra de livros sendo notificada pelo TCE, etc, fazem com que os internautas esperantinenses não acreditem nesta pesquisa eleitoral.
Discordar de uma pesquisa é um direito.
No fundo, a rejeição de muitos internautas à pesquisa eleitoral revela algo maior: a distância entre os números apresentados e a percepção popular. Talvez isso diga menos sobre a pesquisa em si e mais sobre o ambiente de polarização em que vivemos.
No fim das contas, quando os internautas não concordam com uma pesquisa eleitoral, o que se vê não é apenas discordância com números. É o retrato de uma sociedade dividida, desconfiada e cada vez mais guiada pela percepção do que pela paixão .
Não basta ser dominante nas redes sociais para governar uma cidade. Não basta apenas concreto, é preciso sentimento real e presença.
"De erro em erro, vai-se descobrindo a verdade" - Freud
Fto - disparada.com

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